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Brasil

Justiça determina que funcionários dos Correios mantenham 80% de efetivo durante greve

O TST também determinou que o percentual de 80% seja cumprido individualmente em cada unidade

Por Daniel MartinsPublicado em 14/09/2026, 16:25Atualizado em 14/09/2026, 16:25

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Justiça determina que funcionários dos Correios mantenham 80% de efetivo durante greve

O Tribunal Superior do Trabalho atendeu parcialmente a um pedido dos Correios e determinou que os sindicatos mantenham pelo menos 80% dos trabalhadores em atividade durante a greve da categoria.

A decisão vale para unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e também áreas administrativas ou de suporte consideradas indispensáveis à continuidade dos serviços postais.

O TST também determinou que o percentual de 80% seja cumprido individualmente em cada unidade e, quando necessário, em cada turno e atividade, sem possibilidade de compensar uma unidade com trabalhadores excedentes em outra.

A paralisação começou na sexta-feira (11), diante da falta de acordo entre trabalhadores e empresa, principalmente em torno das negociações salariais. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para o dia 21 de setembro.

Após a publicação da matéria sobre a greve de funcionários, a Assessoria de Imprensa dos Correios enviou a seguinte nota para a Auriverde Brasil:

“Os Correios acionaram seu Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços em todo o país e reduzir eventuais impactos da paralisação anunciada pelas entidades sindicais no último dia 10. Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.

Vale destacar que a rede de agências permanece aberta ao público.

A estatal ajuizou, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A medida foi tomada após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o ACT 2026/2028. As assembleias também aprovaram a greve. No sábado (12), o tribunal determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade, em cada unidade ou estabelecimento da empresa, abrangendo as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal, durante a paralisação. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para o dia 21 de setembro, às 13h30. Ainda é possível haver acordo entre as partes no curso do processo, antes do julgamento. A estatal reafirma o respeito ao direito de greve dos trabalhadores, porém, ressalta que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível. A empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas.”, diz a nota.

Crédito Imagem: Marcelo Camargo

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