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Política

Comerciante expõe trama petista com Lindbergh para forjar acusação contra vice de Flávio

Depoimento prestado por um comerciante aponta suposta armação envolvendo o deputado Lindbergh Farias e pagamentos de pelo menos R$ 16 mil

Por Redação Auri VerdePublicado em 10 de agosto de 2026Atualizado em 10 de agosto de 2026

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Comerciante expõe trama petista com Lindbergh para forjar acusação contra vice de Flávio

Um boletim de ocorrência registrado na Polícia Legislativa Federal da Câmara aponta suspeitas de uma trama para fabricar uma acusação de estupro contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), atual candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. Segundo o portal O Antagonista, o caso envolve uma denúncia apresentada à Polícia Federal em 27 de março pelo deputado Lindbergh Farias (PT) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), que acusaram Gaspar de estupro de vulnerável e tentativa de ocultação de fatos no último dia da CPMI do INSS. O parlamentar negou as acusações. O caso tramita no STF, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

Segundo depoimento prestado à Polícia Legislativa, Luiz Antonio Lopes afirmou ter sido procurado por uma jovem chamada Marcela, que teria sido orientada a usar o nome "Jailma" e sustentar uma história de abuso sexual cometido por um político quando ela era adolescente. De acordo com Lopes, a jovem teria sido convencida por um suposto assessor parlamentar chamado Lucas, ligado à Prefeitura de Nova Iguaçu, município associado à trajetória política de Lindbergh.

Lopes também relatou que sua conta bancária teria sido utilizada para receber valores destinados à jovem. Ele citou três pagamentos, de R$ 10 mil, R$ 4 mil e R$ 2,5 mil. O depoimento afirma ainda que um dos repasses, de R$ 4 mil, teria sido feito por meio da conta de Carlos Roberto Lopes, presidente da Conafer, que chegou a ser preso por determinação da CPMI do INSS por mentir ao colegiado.

O depoente afirmou que Marcela participou de uma reunião pelo Google Meet que teria contado com Lindbergh Farias, Carlos Roberto Lopes e o vereador de Nova Iguaçu conhecido como Toninho da Padaria, além de outras pessoas. Segundo o boletim, a jovem teria cobrado valores prometidos e recebido a informação de que o dinheiro seria providenciado. Lopes declarou acreditar que Lindbergh tinha conhecimento do contexto discutido nas reuniões.

Ainda conforme o depoimento, a suposta estratégia envolveria a apresentação de Marcela como "Jailma" e, posteriormente, seu desaparecimento, para que fosse atribuída ao relator da CPMI do INSS a responsabilidade pelo sumiço. O objetivo, segundo Lopes, seria ampliar as suspeitas e o desgaste político de Gaspar. As informações constam no boletim de ocorrência e não representam, por si só, conclusão sobre a responsabilidade dos citados.

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