Pular para o conteúdo
Política

Mendonça revoga prisão de filho do Careca do INSS e impõe tornozeleira

Romeu Antunes terá restrições de contato e circulação

Por Redação Auri VerdePublicado em 10 de setembro de 2026Atualizado em 10 de setembro de 2026

Compartilhar:
Mendonça revoga prisão de filho do Careca do INSS e impõe tornozeleira

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a prisão de Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Preso em dezembro de 2025, Romeu é investigado pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes envolvendo benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social.

A prisão preventiva foi substituída por monitoração eletrônica. Mendonça também proibiu Romeu de manter contato, direta ou indiretamente, por qualquer meio, com os demais investigados e testemunhas da operação. Segundo a PF, após o avanço das investigações e o desgaste envolvendo o pai, Romeu teria assumido uma função estratégica e se tornado o principal operador administrativo da organização.

Os investigadores atribuem a ele participação em operações de lavagem de dinheiro, criação de empresas de fachada, movimentação de recursos em espécie, reuniões com notários nos Estados Unidos, abertura de empresas para substituir entidades comprometidas e organização de quadros de funcionários. De acordo com a PF, essas empresas eram usadas para movimentar valores provenientes das fraudes e repassá-los a pessoas e entidades ligadas a servidores do INSS.

A PF afirma ainda que Romeu teria servido de intermediário para a comunicação entre o pai e outros investigados, descumprindo uma restrição judicial imposta a Antônio. Os investigadores também apontam que a renda mensal de Romeu passou de R$ 1,6 mil para R$ 107,6 mil entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024, aumento de 63 vezes que coincidiu com sua entrada nas empresas do pai.

Na terça-feira (8), Mendonça também determinou a soltura de Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS. Ele passou a usar tornozeleira eletrônica e ficou proibido de manter contato com investigados, além de não poder acessar entidades associativas ou instalações do INSS e da Dataprev. Preso em novembro de 2025, Virgílio foi apontado pela PF como beneficiário de R$ 11,9 milhões pagos por empresas relacionadas às associações investigadas, por meio de empresas e contas bancárias de sua esposa.

📸 Reprodução / Agência Brasil

Comentários

Todos os comentários passam por moderação antes da publicação. Respeite as regras de convivência: não são permitidos discurso de ódio, ofensas ou spam.

Notícias relacionadas