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Brasil

Ex-presidente da SPTrans é preso em operação que investiga infiltração do PCC em empresas de ônibus

Operação Vectura Corrupta apura suspeitas envolvendo 12 empresas de transporte coletivo e cumpre mandados de prisão e busca em cidades paulistas

Por Ana PaulaPublicado em 17/09/2026, 19:22Atualizado em 17/09/2026, 19:22

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Ex-presidente da SPTrans é preso em operação que investiga infiltração do PCC em empresas de ônibus
(Reprodução/Redes Sociais)

O ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira foi preso na manhã desta quinta-feira (17) durante a Operação Vectura Corrupta, realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A ação investiga a suspeita de infiltração de integrantes do PCC no setor de transporte coletivo e o envolvimento de funcionários públicos no esquema.

Ao todo, são cumpridos 16 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão em cidades paulistas. A investigação apura se 12 empresas de ônibus que atuam no transporte coletivo passaram a ser administradas por integrantes ou pessoas ligadas à facção após vencerem licitações.

De acordo com a decisão judicial, Levi teria mantido "encontros periódicos" com José Daniel Satilite, apontado nas investigações como uma das "laranjas" da organização criminosa. Segundo o documento, as reuniões teriam como "finalidade exclusiva de tratar de interesses do PCC relacionados a empresas de transporte público".

Levi chegou à presidência da SPTrans pela primeira vez em 2020, indicado pelo então prefeito Bruno Covas. Após a morte de Covas e a posse de Ricardo Nunes, deixou a empresa para assumir a Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito. Em 2022, retornou à presidência da SPTrans, onde permaneceu até fevereiro de 2025.

Outro alvo da operação é o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite, que teve a prisão temporária determinada pela Justiça, mas não foi localizado. Leite afirmou que está fora de São Paulo, negou estar foragido e disse que pretende se apresentar às autoridades em até 24 horas. A investigação também aponta suspeitas relacionadas à empresa de ônibus Transwolff, enquanto Leite nega qualquer ligação com o PCC e com a propriedade da companhia.

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