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Brasil

Funcionários dos Correios entram em greve em todo o país por tempo indeterminado

A greve acontece em meio a uma grave crise financeira dos Correios

Por Daniel MartinsPublicado em 11/09/2026, 15:48Atualizado em 11/09/2026, 15:48

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Funcionários dos Correios entram em greve em todo o país por tempo indeterminado

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado. A paralisação começou nesta quinta-feira (11), após 35 sindicatos rejeitarem as propostas apresentadas pela estatal nas negociações salariais.

Segundo a federação que representa a categoria, foram seguidas rodadas de negociação, inclusive com mediação do Tribunal Superior do Trabalho, mas não houve acordo.

Outro ponto de impasse é o plano de saúde dos funcionários. Os trabalhadores afirmam que a direção dos Correios pretende deixar de manter o benefício, o que poderia aumentar o custo da assistência médica para a categoria.

A greve acontece em meio a uma grave crise financeira da empresa. Os Correios registraram prejuízo de 5,6 bilhões somente no primeiro semestre de 2026.

No ano passado, a estatal contratou um empréstimo de 12 bilhões de reais para reestruturar a operação. Medidas como fechamento de agências e mudanças em benefícios foram interrompidas em julho, diante da ameaça de greve.

Após a publicação da matéria, a Assessoria de Imprensa dos Correios enviou a seguinte nota para a Auriverde Brasil:

“Os Correios acionaram seu Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços em todo o país e reduzir eventuais impactos da paralisação anunciada pelas entidades sindicais no último dia 10. Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.

Vale destacar que a rede de agências permanece aberta ao público.

A estatal ajuizou, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A medida foi tomada após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o ACT 2026/2028. As assembleias também aprovaram a greve. No sábado (12), o tribunal determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade, em cada unidade ou estabelecimento da empresa, abrangendo as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal, durante a paralisação. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para o dia 21 de setembro, às 13h30. Ainda é possível haver acordo entre as partes no curso do processo, antes do julgamento. A estatal reafirma o respeito ao direito de greve dos trabalhadores, porém, ressalta que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível. A empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas.”, diz a nota.

Crédito Imagem: Marcelo Camargo

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