MPF investiga Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, por suspeita de vazamento no caso INSS
O órgão pretende verificar se houve descumprimento de dever funcional, violação de sigilo funcional ou eventual ato de improbidade administrativa

O Ministério Público Federal abriu um procedimento investigatório criminal para apurar se o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, divulgou informações sigilosas da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do INSS.
A investigação foi instaurada após a Sétima Câmara de Coordenação e Revisão do MPF rejeitar o pedido de arquivamento do caso e apontar a necessidade de aprofundar as apurações. O órgão pretende verificar se houve descumprimento de dever funcional, violação de sigilo funcional ou eventual ato de improbidade administrativa.
O caso envolve declarações feitas por Andrei Rodrigues em abril de 2025, em entrevista ao ICL Notícias, sobre o Sindnapi, Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos. Entre os dirigentes da entidade estava José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Lula.
“E respondendo muito objetivamente, o irmão do presidente Lula não é alvo da operação, não é investigado na operação”, afirmou Andrei.
Rodrigues também declarou que os descontos da entidade haviam sido bloqueados por determinação judicial, após pedido da própria Polícia Federal.
Na abertura da investigação, o MPF determinou o envio de um ofício ao diretor-geral para que preste esclarecimentos. O órgão também solicitou cópia da decisão judicial que estabeleceu o sigilo do inquérito relacionado ao sindicato. Em outubro de 2025, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, apontou indícios de possíveis irregularidades envolvendo integrantes do Sindnapi e autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal da entidade e de seus dirigentes, a partir de 2020.
Crédito Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
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