Último Ato: às vésperas do segundo turno, Lula anuncia pacote bilionário de promessas e deixa a conta para os brasileiros
Por Karina MichelinColunistaPublicado em 14/10/2026, 12:34Atualizado em 14/10/2026, 12:34

O infame pacote, batizado de “pacote de bondades” e anunciado pelo governo Lula às vésperas do segundo turno de 2026, coloca em primeiro plano o uso da máquina pública para conquistar votos. O presidente que passou décadas condenando adversários por distribuir benefícios em períodos eleitorais agora apresenta uma sucessão de promessas bilionárias como se tivesse descoberto, de repente, a solução para os problemas que seu próprio governo não conseguiu resolver.
Em 2022, Lula prometeu devolver a picanha à mesa dos brasileiros. Quatro anos depois, o endividamento das famílias revela uma realidade bem menos generosa do que sua propaganda eleitoral. Em setembro de 2026, segundo a Confederação Nacional do Comércio, 81,7% das famílias estavam endividadas e 29,6% acumulavam contas atrasadas. Enquanto o governo celebra indicadores de recuperação econômica, milhões de brasileiros continuam com o orçamento comprometido por dívidas, juros elevados e despesas essenciais. A picanha virou símbolo de campanha; a dificuldade de fechar as contas do mês continua sendo parte da realidade de muitas famílias.
Agora, às vésperas do segundo turno, Lula apresenta um “novo pacote de promessas” para ludibriar justamente os milhões de brasileiros que enfrentam as dificuldades financeiras que seu próprio governo ajudou a criar. Perdão de dívidas tributárias dos microempreendedores individuais, ampliação do Pé-de-Meia para universitários, reajuste do Bolsa Família e outros compromissos financeiros - a conta envolve bilhões de reais. Mas há um detalhe que a propaganda de Lula não pode esconder; parte dessas medidas depende de aprovação legislativa, disponibilidade orçamentária ou execução futura. Ou seja, mais uma “picanha” prometida, sem garantia de entrega
Essa diferença entre propaganda e realidade é a ruína da credibilidade de Lula no cenário político. O cidadão brasileiro cansou de suas promessas, que se traduzem em dívidas e migalhas. Ao longo de 18 anos, o lulopetismo travou uma guerra contra a realidade. Agora, ao transformar novas promessas de benefícios públicos em discurso de campanha, Lula coloca em discussão não apenas sua credibilidade, mas também os limites da legislação eleitoral. A lei estabelece restrições à distribuição de benefícios em ano de eleição e prevê punições para corrupção eleitoral, captação ilícita de sufrágio e abuso de poder político. Chamar uma medida de política social é um eufemismo usado pela campanha de Lula para compra de votos.
Em 2022, quando Jair Bolsonaro ampliou benefícios sociais, o Brasil ainda enfrentava as consequências econômicas de dois anos de pandemia. As medidas foram aprovadas pelo Congresso e resultaram em pagamentos efetivos à população, embora seu calendário eleitoral tenha provocado questionamentos. Lula, na ocasião, acusou Bolsonaro de tentar conquistar votos com dinheiro público, mesmo defendendo a aprovação do auxílio. Agora, em 2026, a situação é diferente; Lula anuncia perdão de dívidas dos MEIs, benefícios para universitários e outros compromissos bilionários cuja execução, em parte, depende de aprovação legislativa e recursos futuros.A diferença concreta é esta: em 2022, os benefícios foram efetivamente pagos; em 2026, são falsas promessas de Lula.
O dinheiro público não pertence a Lula, ao PT ou a qualquer presidente. Cada promessa bilionária feita em campanha exige uma explicação sobre quem pagará a conta. Se o governo amplia despesas sem financiamento sustentável, o custo recai sobre os contribuintes, agrava o endividamento público e compromete recursos das próximas gerações. É justamente a população que Lula diz proteger que acabará pagando a conta de suas decisões fiscais irresponsáveis e populistas.
O problema já não está apenas nas promessas bilionárias de Lula, mas na percepção de que a máquina pública opera sem os contrapesos que deveriam limitar o poder presidencial. A máquina pública está completamente aparelhada nas mãos de Lula, que faz o que quer, sem encontrar resistência. As instituições que deveriam fiscalizá-lo e impor limites ao seu poder trabalham a seu favor. Não há ninguém disposto a investigá-lo ou a impedi-lo de continuar usando a estrutura do Estado em benefício de seus interesses eleitorais.
As eleições brasileiras nunca foram tão importantes para a sociedade civil quanto as do próximo dia 25 de outubro. Ninguém mais deveria continuar refém do lulopetismo, um governo que promete picanha e entrega migalhas, que fala em igualdade enquanto, na prática, iguala a sociedade entre pobres e miseráveis.
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