Bolsa cai 2,68% e fecha aos 171 mil pontos em meio a incertezas fiscais
Mercado acompanhou a sinalização do governo sobre a meta fiscal de 2027 e a decisão do Federal Reserve de manter os juros dos Estados Unidos entre 3,75% e 4% ao ano

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), encerrou o pregão desta quarta-feira (28) em queda de 2,68%, aos cerca de 171 mil pontos. O resultado ocorreu em meio à atenção dos investidores às perspectivas para as contas públicas brasileiras e à decisão sobre os juros nos Estados Unidos.
No cenário doméstico, o mercado acompanhou a sinalização do governo federal de que pretende apresentar um Projeto de Lei Complementar (PLC) para buscar o centro da meta fiscal de 2027. O objetivo estabelecido prevê superávit de 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 73,2 bilhões. Considerando o intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos, a meta será considerada cumprida com superávit de pelo menos R$ 36,6 bilhões.
Na terça-feira (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo apresentará medidas legais para perseguir o centro da meta. Segundo ele, as propostas serão encaminhadas por meio de um PLC, enquanto outras medidas ainda estão em avaliação.
No cenário internacional, os investidores acompanharam a decisão do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, de manter a taxa básica de juros na faixa entre 3,75% e 4% ao ano. A manutenção confirmou a expectativa predominante do mercado.
Outro fator observado foi a cotação do petróleo. O barril do tipo Brent, referência internacional, era negociado acima de US$ 110 no fim da tarde. Já o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,34, com recuo de 0,19% em relação ao fechamento anterior.
Comentários
Todos os comentários passam por moderação antes da publicação. Respeite as regras de convivência: não são permitidos discurso de ódio, ofensas ou spam.



