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Economia

Copom reduz Selic para 13,75% ao ano no quinto corte consecutivo

Decisão foi unânime e ocorreu em meio à desaceleração gradual da atividade econômica e da inflação

Por Ana PaulaPublicado em 16/09/2026, 23:31Atualizado em 16/09/2026, 23:31

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Copom reduz Selic para 13,75% ao ano no quinto corte consecutivo
(Reprodução / Getty Images)

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (16) reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Com a decisão, tomada de forma unânime, a Selic passou de 14% para 13,75% ao ano. Este é o quinto corte consecutivo da taxa.

Ao justificar a decisão, o comitê afirmou: "Essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", diz a nota do comitê.

Na avaliação sobre o cenário interno, o Copom apontou uma desaceleração gradual da atividade econômica, principalmente nos setores mais cíclicos, embora a economia ainda esteja em nível resiliente e o mercado de trabalho permaneça aquecido. Sobre os preços, o comitê destacou: "Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram, situando-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, porém ainda acima da meta", diz a nota. A projeção do mercado para a inflação de 2026 caiu de 5% para 4,9%, segundo o Boletim Focus divulgado na segunda-feira (14), com base em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

O Copom também informou que continua acompanhando os efeitos da situação fiscal brasileira sobre a política monetária e os ativos financeiros. "O Comitê segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza". No cenário externo, permanecem as incertezas relacionadas aos conflitos armados no Oriente Médio e à política monetária de algumas economias avançadas. "Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", afirmou o comitê.

Mesmo após o novo corte, o Brasil continua com o maior juro real do mundo. A Rússia aparece na segunda posição, com taxa real de 6,79%, seguida pela Colômbia, com 6,33%. No levantamento anterior, a diferença entre Brasil e Rússia era de 0,21 ponto percentual, com taxas de 9,30% e 9,09%, respectivamente. A próxima reunião do Copom ocorrerá depois do segundo turno das eleições.

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