Petróleo sobe com escalada de tensões no Oriente Médio e guerra da Ucrânia
Brent avançava cerca de 2,16%, a US$ 107 por barril, enquanto investidores acompanhavam ataques na Arábia Saudita e divergências sobre um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia

Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira (12), impulsionados pela escalada das tensões no Oriente Médio e pelas incertezas em torno da guerra entre Rússia e Ucrânia. Por volta das 11h40, o barril do tipo Brent, referência internacional, avançava cerca de 2,16%, negociado a US$ 107. No mesmo horário, o WTI, referência nos Estados Unidos, registrava alta de 2,28%, a US$ 93,94.
O mercado acompanhava os ataques dos rebeldes houthis, do Iêmen, contra a capital saudita, Riade, ocorridos no sábado (10). Segundo a Autoridade de Aviação Civil da Arábia Saudita, os ataques deixaram ao menos 12 mortos e mais de 300 feridos. O ministro saudita da Energia, Abdulaziz bin Salman, afirmou que o país precisa dar uma resposta “igualmente séria” às ofensivas recentes.
Na frente europeia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no domingo (11) que Rússia e Ucrânia haviam concordado com um “cessar-fogo energético”, voltado a interromper ataques contra instalações de energia. Nesta segunda, porém, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou Moscou de violar o entendimento após um ataque contra uma usina termelétrica em Kharkiv. O Kremlin também rejeitou uma proposta ucraniana de cessar-fogo de 60 dias para viabilizar eleições presidenciais no país.
Os investidores ainda avaliavam o anúncio de Trump sobre a compra de diesel russo para tentar conter a alta dos combustíveis. O acordo prevê o fornecimento imediato de mais de 300 mil toneladas, segundo o presidente americano, que também mencionou a possibilidade de entrega adicional de 3 milhões de toneladas em um curto período, condicionada à capacidade das refinarias russas.
A combinação de riscos à oferta e novos conflitos na região manteve a pressão sobre as cotações. Os ataques na Arábia Saudita ampliaram as preocupações com a segurança do abastecimento global, enquanto as divergências entre Moscou e Kiev dificultavam a perspectiva de redução das tensões.
Comentários
Todos os comentários passam por moderação antes da publicação. Respeite as regras de convivência: não são permitidos discurso de ódio, ofensas ou spam.



