Brasil registra 663 denúncias de assédio eleitoral em outubro, aponta MPT
Número equivale a uma média de 33 denúncias por dia e supera em mais de oito vezes o total registrado nas eleições nacionais de 2022
O Brasil registrou 663 denúncias de assédio eleitoral ao Ministério Público do Trabalho (MPT) em outubro, uma média de 33 por dia. Os dados consideram os registros recebidos até as 9h desta terça-feira (20).
Em setembro, o órgão recebeu 552 denúncias. Na comparação com as últimas eleições nacionais, realizadas em 2022, o número registrado em outubro deste ano é mais de oito vezes maior. Naquele período, foram contabilizadas 68 denúncias.
De janeiro a outubro de 2026, o MPT recebeu 1.481 denúncias de assédio eleitoral. São Paulo lidera o levantamento, com 248 registros, seguido por Minas Gerais, com 164; Rio de Janeiro, com 128; e Paraná, com 117.
O assédio eleitoral é caracterizado por práticas que buscam influenciar ou manipular o voto ou a manifestação política de trabalhadores por meio de constrangimento, humilhação ou imposição de desvantagens.
Entre os exemplos estão ameaças de demissão ou rebaixamento de cargo motivadas por manifestações ideológicas. Também podem configurar assédio eleitoral a divulgação sistemática de material político no ambiente de trabalho e o uso de instalações privadas da empresa para comícios ou eventos políticos. As denúncias podem ser feitas gratuitamente e de forma anônima pela internet, no site do Ministério Público do Trabalho. O órgão recomenda que os denunciantes forneçam o máximo possível de informações sobre os fatos relatados.
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