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Eleições 2026

Campanha de Lula aceita condições de Flávio para abrir sigilos

Camilo Santana afirmou que presidente não se opõe a novas exigências, incluindo dados de Marcola, gastos com cartão corporativo e empresas ligadas a Lulinha

Por Ana PaulaPublicado em 21/10/2026, 19:20Atualizado em 21/10/2026, 19:20

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Campanha de Lula aceita condições de Flávio para abrir sigilos
(Ricardo Stuckert / Flickr)

O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador político da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira (21) que o presidente aceita as condições apresentadas por Flávio Bolsonaro (PL) para ampliar a divulgação de dados bancários, fiscais e telefônicos. A concordância, segundo ele, está condicionada a que o adversário também cumpra as exigências apresentadas por Lula.

“A única resposta é que o presidente não se opõe a absolutamente nada que ele está propondo, contanto que ele também cumpra e abra tudo que está pedindo, que o presidente protocolou no TSE. O presidente da República não tem absolutamente nada a se opor a tudo que ele colocou como condicionante”, declarou Camilo.

Entre as exigências de Flávio estão a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência desde janeiro de 2023, da agenda da primeira-dama Janja Lula da Silva anterior a fevereiro de 2025 e dos registros de visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada. O senador também pediu informações sobre o uso de helicópteros e as despesas da residência oficial da Presidência.

A campanha do candidato do PL solicitou ainda a ampliação da abertura de dados para incluir empresas ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e informações de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência. Segundo Camilo, Lula não se opõe à inclusão do ex-assessor. O filho do presidente também concordou em autorizar a abertura dos próprios sigilos, desde que Flávio adote a mesma medida.

Camilo informou que a equipe jurídica de Lula pretende protocolar a resposta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22), às 11h. O presidente havia apresentado, na terça-feira (20), um pedido para divulgar seus dados bancários, fiscais e telefônicos e os de familiares, condicionado à reciprocidade de Flávio.

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