Campanha de Lula pede ao TSE investigação sobre suspensão de serviços dos EUA
Petição solicita que medida adotada às vésperas do primeiro turno seja incluída em apuração sobre suposta "interferência estrangeira" nas eleições

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a suspensão dos serviços consulares presenciais dos Estados Unidos no Brasil seja incluída nas investigações sobre suposta "interferência externa" nas eleições de 2026. A petição foi protocolada na sexta-feira (2), dois dias antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).
Os serviços consulares da embaixada e dos consulados americanos foram suspensos a partir de sexta-feira, segundo o governo dos EUA, por “preocupações com a segurança”. A decisão também levou funcionários da embaixada em Brasília a trabalhar de casa. O Departamento de Estado não vinculou oficialmente a medida às eleições e afirmou que está trabalhando com as autoridades brasileiras para tratar das questões de segurança.
Na petição, a campanha de Lula afirma que a decisão, tomada a dois dias da votação, “projeta instabilidade sobre o ambiente do pleito”. O documento classifica o episódio como mais um possível desdobramento da suposta interferência do governo americano nas eleições brasileiras. A alegação integra o pedido apresentado pela campanha, e não uma conclusão do TSE.
A campanha também citou uma carta enviada em 28 de setembro pelos senadores americanos Jeanne Shaheen, Tim Kaine e Peter Welch ao secretário de Estado Marco Rubio. No documento, os parlamentares manifestaram "preocupação" com ações do governo Trump.
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