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Eleições 2026

Cármen Lúcia dá 48 horas para TSE explicar transporte interestadual gratuito no 2º turno

Ministra negou pedido de gratuidade em todas as linhas interestaduais, mas solicitou esclarecimentos sobre trajetos entre municípios vizinhos de estados diferentes

Por Ana PaulaPublicado em 21/10/2026, 21:10Atualizado em 21/10/2026, 21:10

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Cármen Lúcia dá 48 horas para TSE explicar transporte interestadual gratuito no 2º turno
(Victor Piemonte / STF)

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta (21) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresente, em até 48 horas, informações sobre a viabilidade de oferecer transporte público gratuito em linhas que conectam municípios vizinhos localizados em estados diferentes durante o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).

A decisão foi tomada após uma ação apresentada pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pediu a ampliação da gratuidade para todo o transporte coletivo interestadual nos dias de votação. Cármen Lúcia negou a liminar, mas considerou necessário obter informações sobre a possibilidade de liberar gratuitamente os trajetos entre cidades próximas separadas por divisas estaduais.

O pedido, protocolado em 16 de outubro, buscava estender os efeitos de uma decisão anterior do STF que determinou a oferta gratuita de transporte coletivo municipal, intermunicipal e metropolitano durante as eleições. A coligação argumentou que a ausência de previsão para as linhas interestaduais poderia prejudicar eleitores que precisam cruzar fronteiras estaduais para votar em municípios vizinhos.

Ao justificar a negativa, a ministra afirmou que a medida seria difícil de organizar a apenas quatro dias da votação, sem dados suficientes e sem tempo para que o TSE e os 27 Tribunais Regionais Eleitorais adotassem as providências necessárias. Ela também ressaltou que não seria adequado alterar individualmente uma decisão tomada pelo plenário do Supremo.

Apesar de rejeitar o pedido mais amplo, Cármen Lúcia considerou juridicamente plausível avaliar a gratuidade em linhas que ligam habitualmente municípios vizinhos de estados distintos. Por isso, solicitou ao TSE informações urgentes sobre a viabilidade da medida. Após receber os esclarecimentos, o caso voltará à análise da ministra.

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