Em debate, Flávio aponta mais de 11 mil obras paradas no governo Lula; presidente rebate acusação
Candidatos trocaram acusações sobre a execução de obras de infraestrutura durante o último debate presidencial antes do segundo turno

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, acusou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de manter mais de 11 mil obras paralisadas pelo país. A declaração foi feita nesta sexta-feira (23), durante o debate presidencial da TV Globo, o último confronto entre os candidatos antes do segundo turno, marcado para domingo (25).
Flávio comparou os números registrados em diferentes governos e afirmou que a gestão de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), recebeu cerca de 14 mil obras inacabadas em 2019 e encerrou o mandato com pouco mais de 8 mil. Ao criticar a situação atual, declarou que o país voltou a ser um “cemitério de obras”.
O senador também criticou os governos de Lula pela condução da transposição do Rio São Francisco, projeto de infraestrutura hídrica voltado ao abastecimento de água no Nordeste. Flávio afirmou que o petista havia prometido entregar a obra em 2009 e, posteriormente, em 2014, mas não cumpriu os prazos. Segundo o candidato, foi durante o governo de Jair Bolsonaro que os trabalhos foram concluídos e a água chegou à região.
Lula contestou as acusações e defendeu o volume de investimentos em infraestrutura realizado durante seu governo. “Em nenhum momento se investiu tanto em obra de infraestrutura quanto investimos nos últimos anos”, afirmou o presidente. O petista também argumentou que recebeu milhares de obras paralisadas de administrações anteriores e destacou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
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