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Eleições 2026

Flávio aciona TSE contra sindicatos que apoiam Lula e pede cassação da chapa

Campanha do senador acusa centrais sindicais, UNE e movimentos sociais de abuso de poder econômico e político e pede inelegibilidade de Lula, Alckmin e dirigentes envolvidos

Por Ana PaulaPublicado em 14/10/2026, 22:30Atualizado em 14/10/2026, 22:30

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Flávio aciona TSE contra sindicatos que apoiam Lula e pede cassação da chapa
(Vittor Sales / Campanha Flávio Bolsonaro)

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (14) para contestar a atuação de sindicatos e movimentos sociais em apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) também inclui o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e 53 dirigentes sindicais, estudantis e de movimentos sociais.

A ação, com mais de 100 páginas, acusa as entidades de abuso de poder econômico e político e de uso indevido dos meios de comunicação. A campanha do PL sustenta que sindicatos teriam utilizado estruturas, recursos e canais oficiais para divulgar propaganda eleitoral favorável a Lula e contrária a Flávio. A denúncia menciona, entre outros pontos, uma nota assinada pelas oito maiores centrais sindicais do país que declarou apoio à chapa petista no segundo turno.

Na petição, os advogados afirmam que a articulação entre as entidades formaria uma “máquina eleitoral” à qual os demais candidatos não teriam acesso. A campanha também questiona publicações relacionadas à proposta de acabar com a escala 6x1, defendida por organizações sindicais, e alega que houve propaganda negativa coordenada contra o senador.

Como sindicatos e entidades não podem ser diretamente punidos com inelegibilidade ou cassação de registro em uma AIJE, a ação foi direcionada contra 47 dirigentes sindicais e seis lideranças de movimentos sociais e estudantis, além de Lula e Alckmin.

A campanha pede a cassação dos registros ou diplomas de Lula e Alckmin e a declaração de inelegibilidade dos candidatos e dirigentes envolvidos por oito anos. Também solicita que, até o fim do segundo turno, os investigados sejam proibidos de utilizar sedes, funcionários, veículos, recursos financeiros, sites, perfis institucionais e canais de comunicação das entidades para fazer propaganda eleitoral em favor de Lula ou contra Flávio.

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