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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro levou ao TSE denúncia contra Lula por uso eleitoral de agendas oficiais

Representação questiona compromissos do presidente na Eurofarma e na PRF realizados em setembro

Por Ana PaulaPublicado em 22/09/2026, 19:40Atualizado em 22/09/2026, 19:40

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Flávio Bolsonaro levou ao TSE denúncia contra Lula por uso eleitoral de agendas oficiais
(Ricardo Stuckert / Flickr)

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e do candidato a vice, Alfredo Gaspar, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (22) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A representação questiona duas agendas oficiais realizadas pelo petista em 17 e 18 de setembro e aponta suposto uso eleitoral de estruturas do governo.

Os episódios citados ocorreram durante uma visita de Lula ao complexo industrial da Eurofarma, em Montes Claros (MG), e em um evento sobre segurança pública realizado no complexo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no Rio de Janeiro. Para a campanha de Flávio, os compromissos tiveram caráter eleitoral e foram posteriormente divulgados por canais institucionais do governo.

Na agenda em Minas Gerais, Lula conheceu as instalações da Eurofarma e anunciou medidas relacionadas ao acesso a medicamentos para tratamento da obesidade. Já durante a solenidade na PRF, a representação também questiona uma declaração do presidente sobre Jair Bolsonaro. A defesa de Flávio sustenta que a manifestação inseriu conteúdo político em um evento realizado com estrutura pública.

Segundo a campanha, a nova representação é a 14ª apresentada contra Lula em pouco mais de cinco meses. O grupo também já levou ao TSE outros episódios envolvendo o uso de estruturas oficiais, como entrevista concedida por Lula no Palácio do Planalto, encontros relacionados a ações do governo, agenda com representantes da indústria automobilística, gravações de podcasts e uma live no Palácio da Alvorada.

A representação afirma que parte das ações ainda não foi analisada pela Justiça Eleitoral. O documento sustenta que a demora nas decisões reduz o efeito preventivo da atuação do TSE e argumenta que, enquanto não houver definição sobre os limites para o uso da estrutura pública, novos episódios podem resultar em outras medidas judiciais.

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