Gilmar Mendes e Hugo Motta defendem instituições democráticas às vésperas das eleições
Durante evento de Direito Constitucional, ministro do STF destacou a segurança do processo eleitoral, enquanto presidente da Câmara defendeu a preservação das instituições independentemente do resultado das urnas

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defenderam nesta terça-feira (20) a preservação das instituições democráticas às vésperas do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).
As declarações foram feitas durante o Congresso Internacional de Direito Constitucional do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), do qual Gilmar Mendes é sócio-proprietário. Durante o evento, o ministro afirmou que o Estado Democrático de Direito brasileiro ainda pode avançar, mas destacou que o processo eleitoral está sendo conduzido com “segurança, transparência e confiança”.
Motta, por sua vez, ressaltou que o resultado da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não deve comprometer a construção e a preservação das instituições democráticas. "Para que elas sejam fortes, não podem nascer e ficam apenas na conversa. Há menos de uma semana para as eleições, é uma responsabilidade e felicidade da nossa parte."
Gilmar também destacou o período de estabilidade institucional vivido pelo país desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. "Hoje mesmo foi referido por vários palestrantes o fato de que nós estamos celebrando 38 anos da Constituição de 1988, celebrados agora no dia 5 de outubro, em um estado de normalidade institucional. É o mais longo período de normalidade institucional da democracia no Brasil", disse o ministro à imprensa.
Além da defesa das instituições, Gilmar Mendes manifestou apoio a uma reforma política no Brasil, especialmente no sistema de votação. Ele classificou o modelo de voto distrital misto como uma proposta “interessante”, já adotada em outros países. O sistema tem sido discutido na Câmara dos Deputados como uma possível alternativa para lidar com o fenômeno dos chamados “deputados influencers”, que conquistam visibilidade e votos principalmente por meio das redes sociais.
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