Na reta final do 1º turno, Lula amplia pacote de medidas de R$271 bi
Levantamento reúne programas de crédito, benefícios, subsídios e mudanças tributárias anunciados pelo governo

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou, nas semanas que antecedem o primeiro turno das eleições, uma série de medidas com impacto econômico estimado em cerca de R$271 bilhões em 2026. O levantamento reúne linhas de crédito, subsídios, reforços em programas existentes e mudanças tributárias anunciadas pela gestão petista.
Entre as iniciativas está o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, que elevou o benefício mínimo de R$600 para R$691. A medida acrescentará R$5,8 bilhões aos gastos públicos neste ano, segundo a estimativa apresentada pelo governo. Para financiar o aumento, a equipe econômica prevê remanejamento de recursos do Orçamento.
O conjunto também inclui a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$5 mil, novas linhas de crédito para empresas, produtores rurais, caminhoneiros e compradores de imóveis, além da expansão do Minha Casa, Minha Vida. Há ainda medidas relacionadas ao FGTS, à tarifa de energia elétrica e aos preços dos combustíveis.
Os anúncios ocorrem em paralelo à reta final da campanha pela reeleição de Lula. O presidente também elevou as críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário, enquanto a campanha petista passou a concentrar parte do discurso em medidas de impacto direto sobre renda, crédito, consumo e serviços públicos. O calendário eleitoral coloca o primeiro turno em 4 de outubro.
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