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Eleições 2026

Nunes Marques recebe advogados de Lula e Flávio Bolsonaro após decisões conflitantes no TSE

Reunião ocorre em meio à disputa judicial sobre o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, que foi suspenso por ordem do presidente do tribunal e posteriormente restabelecido pelo corregedor

Por Gabriela De ÂngeloPublicado em 13/10/2026, 08:35Atualizado em 13/10/2026, 08:35

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Nunes Marques recebe advogados de Lula e Flávio Bolsonaro após decisões conflitantes no TSE
(📸 Rosinei Coutinho / STF)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, recebe nesta terça-feira (13) advogados das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reunião foi convocada após uma sequência de decisões divergentes da Corte em processos apresentados pelos dois lados da disputa presidencial.

O encontro ocorre no início da segunda semana de campanha para o segundo turno, período marcado por novos pedidos à Justiça Eleitoral. Um dos principais pontos de tensão envolve o canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. A campanha de Flávio Bolsonaro questiona, em diferentes ações, a existência do canal e o conteúdo publicado.

O caso provocou divergências entre Nunes Marques e o corregedor da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, durante o fim de semana. No sábado (10), Cueva solicitou informações adicionais antes de decidir sobre a suspensão do canal, por considerar que a campanha de Flávio não havia apresentado elementos suficientes para instruir o pedido.

No domingo (11), porém, Nunes Marques determinou, em um processo administrativo, que o WhatsApp retirasse o canal do ar. Poucas horas depois, Cueva suspendeu a ordem do presidente do TSE e determinou o restabelecimento imediato e provisório do canal. A decisão definitiva sobre a controvérsia deverá ser tomada pelo plenário da Corte.

Ao justificar a medida, o corregedor afirmou que a suspensão integral havia sido determinada antes da conclusão das diligências necessárias para complementar a instrução do processo. Por esse motivo, considerou necessário restabelecer o funcionamento do canal “até que o Plenário desta Corte examine a controvérsia”.

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