Relatório da PF aponta ACM Neto como liderança de organização criminosa
Documento da Polícia Federal cita conversas entre ACM Neto e o empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e o aponta como liderança de grupo investigado na Operação Overclean
Um relatório sigiloso da Polícia Federal (PF) aponta o candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto, como liderança de uma organização criminosa que teria atuado na obtenção de recursos públicos por meio de contratos superfaturados. A informação consta de documento produzido em novembro de 2025 e obtido pela CNN.
A menção aparece em uma investigação sobre suposto direcionamento de licitações e fraudes em contratos públicos em Minas Gerais envolvendo o grupo do empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”. Segundo o relatório, registros encontrados no celular de Moura mostram que ele e ACM Neto conversaram 232 vezes entre agosto e dezembro de 2024.
A PF também apontou ACM Neto como principal investigado na apuração e solicitou ao ministro Nunes Marques, do STF, autorização para realizar buscas e bloquear até R$ 77,8 milhões em bens e valores relacionados ao político. O pedido, porém, foi negado pelo ministro, que considerou não haver elementos suficientes para justificar as medidas contra o candidato.
Segundo a investigação, três contratos firmados pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte com empresas ligadas ao grupo investigado somam mais de R$ 80 milhões. A PF apura suspeitas de fraude em licitações, contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A corporação estima que o esquema investigado na Operação Overclean tenha movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão.
Em nota, ACM Neto afirmou que os vazamentos representam uma tentativa de interferência no processo eleitoral e classificou as informações como “factoides e insinuações mentirosas e falsas”. A defesa sustenta que o político não tem relação com os fatos investigados. A decisão de Nunes Marques que negou as buscas foi tomada contra parecer favorável da PF e da Procuradoria-Geral da República.
📸 Divulgação / União Brasil
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