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Eleições 2026

Tarcísio critica divisão no STF e fala em “crise sem precedentes

Governador de São Paulo também defendeu investigação de magistrados e disse que o mercado considera o chamado “risco Supremo”

Por Ana PaulaPublicado em 17/09/2026, 21:51Atualizado em 17/09/2026, 21:51

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Tarcísio critica divisão no STF e fala em “crise sem precedentes
(Tuane Fernandes / Getty Images)

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta quinta-feira (17) que o Supremo Tribunal Federal (STF) está dividido em grupos que buscam “autoproteção” diante da crise envolvendo integrantes da Corte. A declaração foi feita durante uma agenda em Itapetininga, no interior paulista.

Durante o evento, Tarcísio afirmou que “o Judiciário está sangrando” e classificou a situação no Supremo como uma “crise sem precedentes”. Segundo ele, os próprios ministros precisam apresentar respostas aos questionamentos que envolvem o tribunal. “Não dá para a sociedade imaginar ou admitir que o Supremo agora vai se dividir para se proteger, e é o que a gente está vendo. Dois blocos, dois times ali buscando autoproteção”, disse.

O governador também defendeu que magistrados sejam investigados quando houver questionamentos sobre suas condutas. “Por que magistrados não podem ser investigados ou não têm que prestar contas? Todo mundo tem que prestar contas”, afirmou.

As declarações foram feitas dois dias após uma sessão do STF marcada por divergências entre ministros durante a análise dos casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Tarcísio também atribuiu parte da crise a posicionamentos políticos adotados por integrantes do tribunal. “É uma crise sem precedentes e, se a Suprema Corte, a instância máxima do Judiciário, está imersa numa crise desse tamanho, é uma crise que, cá para nós, foi o próprio Supremo que se envolveu e por posicionamentos políticos. Enfim, de repente eles deixaram de se comportar como juízes que são”, afirmou.

O governador defendeu que o tribunal seja “passado a limpo” e disse que o mercado já considera o chamado “risco Supremo” em suas projeções: “É inadmissível você imaginar, e o mercado já está precificando, que o risco Supremo seja tão importante nas projeções quanto o risco fiscal”, disse.

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