Antonelli diz ter “dívida” com a Mercedes, mas não descarta Ferrari no futuro
Italiano de 20 anos destaca gratidão pela equipe alemã, que apostou em sua carreira desde os 12 anos, mas mantém portas abertas para novos desafios
Por Júlio CésarColunistaPublicado em 18/09/2026, 17:25Atualizado em 18/09/2026, 17:25

Kimi Antonelli com o troféu do GP da Itália de F1 — Foto: REUTERS/Jakub Porzycki
Kimi Antonelli vive uma temporada de grande destaque na Fórmula 1. Líder do campeonato de 2026, o piloto de 20 anos afirmou que está totalmente focado na Mercedes, mas não descartou a possibilidade de defender a Ferrari em algum momento de sua carreira.
Em entrevista ao portal italiano Automoto.it, Antonelli ressaltou a relação construída com a Mercedes desde os primeiros passos no automobilismo. Segundo o italiano, a equipe acreditou em seu potencial quando ele ainda tinha apenas 12 anos e teve papel importante em seu desenvolvimento.
“Estou feliz onde estou agora. Estou muito feliz por estar na Mercedes, também porque sinto que tenho uma dívida a pagar por todas as oportunidades que me deram. Eles acreditaram em mim quando eu tinha apenas 12 anos”, afirmou o piloto.
Apesar da gratidão, Antonelli deixou claro que não pretende fechar portas para o futuro. O italiano afirmou que seu objetivo, no momento, é conquistar o maior número possível de vitórias pela Mercedes.
“Não descarto nada, mas hoje o objetivo é vencer o máximo possível com a Mercedes”, declarou.
Temporada de destaque
Antonelli chega ao momento atual como líder do Mundial de Fórmula 1, com 81 pontos de vantagem sobre George Russell, seu companheiro de equipe.
O piloto também viveu um momento histórico no GP da Itália. Em Monza, Antonelli largou da 19ª posição e venceu a corrida, tornando-se o primeiro italiano em 66 anos a conquistar uma vitória no circuito.
O desempenho representa uma evolução significativa em relação à temporada de estreia, em 2025, quando terminou o campeonato com três pódios e nenhuma vitória.
Relação com Toto Wolff e Russell
Antonelli também destacou a importância de Toto Wolff, chefe da Mercedes, em sua formação. O italiano revelou que o dirigente sempre foi direto com ele e o ajudou a lidar com momentos difíceis, inclusive após um acidente durante a temporada passada.
A relação com George Russell também foi abordada. Segundo Antonelli, a rivalidade entre os dois aumentou, mas existe respeito entre os companheiros. O piloto ressaltou a importância de evitar conflitos internos que possam prejudicar a equipe.
Mesmo vivendo uma temporada de protagonismo, Antonelli evita falar diretamente sobre a possibilidade de conquistar o título. Ele explicou que prefere não pensar no campeonato durante as corridas para não aumentar a pressão.
“Quero evitar pensar nisso quando entro no carro. Isso me deixaria mais tenso. O melhor que posso fazer é pilotar o mais rápido possível”, explicou.
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