Atuação contra a Austrália aumenta dilemas de Ancelotti no início do novo ciclo
Empate na estreia após a Copa expôs problemas da Seleção e aumenta a necessidade de respostas para o ciclo até 2030
Por Giovane PapaColunistaPublicado em 26/09/2026, 16:02Atualizado em 26/09/2026, 16:02

(Imagem: Patrick Hamilton/AFP)
O empate por 1 a 1 com a Austrália, na última sexta-feira (25), aumentou os questionamentos sobre os próximos passos da Seleção Brasileira sob o comando de Carlo Ancelotti. No primeiro compromisso depois da Copa do Mundo de 2026, a equipe teve uma atuação abaixo das expectativas e só conseguiu evitar a derrota no último lance, com gol de Rayan. O resultado também voltou a expor problemas que já haviam aparecido durante o Mundial.
O desempenho coloca Ancelotti diante de um dos principais dilemas deste início de ciclo: renovar o elenco sem deixar de construir uma equipe competitiva e com uma identidade definida. Para os amistosos de setembro, o treinador promoveu mudanças importantes no grupo, com a presença de jovens como Rayan, Jair, Breno Bidon e Arthur Dias, enquanto apenas nove jogadores que estiveram na Copa foram novamente convocados.
A principal questão também está no meio-campo. Antes da Data Fifa, Ancelotti já havia apontado a necessidade de encontrar novas opções para o setor e admitido uma carência de jogadores com características capazes de determinar o modelo de jogo da Seleção. Contra a Austrália, o Brasil iniciou a partida com quatro jogadores de características ofensivas e dois meio-campistas, mas encontrou dificuldades para controlar o jogo.
Para o segundo confronto com os australianos, marcado para terça-feira (29), Ancelotti confirmou que fará mudanças e indicou a possibilidade de utilizar três meio-campistas. Outra alternativa ganha força por causa do momento de Raphinha, que vem atuando como centroavante no Barcelona e vive excelente fase ofensiva. O brasileiro chegou à Seleção após marcar 14 gols no início da temporada europeia, mas ainda busca reproduzir com a camisa brasileira o rendimento apresentado no clube catalão.
O novo duelo com a Austrália, portanto, terá importância principalmente para os testes de Ancelotti. Mais do que o resultado, o treinador terá a oportunidade de observar novas peças e alternativas táticas em um ciclo que ainda está no começo. A preparação para a Copa do Mundo de 2030 terá quatro anos pela frente, mas a atuação na estreia já mostrou que o técnico italiano ainda precisa encontrar respostas para problemas que acompanham a Seleção desde o último Mundial.
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