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Esportes

Bap volta à criticar MP das bets e pede que órgãos superiores revejam decisão do Governo Federal

Mandatário fez duras críticas à Medida Provisória que proíbe bets

Antônio Vinícius

Por Antônio ViníciusColunistaPublicado em 28/09/2026, 22:57Atualizado em 28/09/2026, 22:57

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Bap se posicionou contrário à proibição das bets
Bap se posicionou contrário à proibição das bets(Crédito: Divulgação / Flamengo)

A Medida Provisória do Governo Federal, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segue dando o que falar nos bastidores do futebol brasileiro. Hoje, em entrevista concedida ao programa Mengo Cast, o presidente Bap, do Flamengo, voltou a subir o tom contra a proibição das bets no país, ressaltou os prejuízos financeiros que podem afetar os clubes e competições e pediu que a decisão seja revista pelos órgãos superiores.

"Espero sinceramente que, a partir da semana que vem, isso seja revisitado, ou pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Congresso Nacional, que tem todas as ferramentas e as possibilidades de rejeitar essa Medida Provisória", afirmou o mandatário rubro-negro.

Bap também citou o quanto a proibição das bets compromete as receitas dos clubes, as outras modalidades das agremiações e os pagamentos. Para exemplificar, o presidente citou Lucas Paquetá, contratação mais cara da história do Flamengo, que custou mais de R$ 315,6 milhões aos cofres rubro-negros.

"Como é que eu vou pagar o Paquetá em janeiro? Eu assumi um compromisso importante com o Flamengo. O Flamengo faz tudo dentro da lei, não precisa de ajuda do Governo para pagar suas dívidas”, comentou.

“Para quem diz que, no passado, o futebol ganhou muito sem as bets, isso é o que a gente chama de sofisma. O mundo era outro, e, muitas vezes, quem pensa assim talvez esteja desatualizado”, alertou.

Por fim, Bap acredita que as consequências podem se refletir em âmbito internacional. “Na Argentina, estão celebrando isso. Não tenha a menor dúvida de que haverá um enfraquecimento ainda maior do futebol brasileiro e um fortalecimento do futebol argentino. E você não vai diminuir o endividamento do brasileiro médio com essa decisão. A gente tem certeza disso”, exclamou.

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