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Esportes

Bap admite erros no planejamento financeiro do Flamengo e promete mudanças para 2027

Presidente rubro-negro reconheceu que não teria contratado Lucas Paquetá se soubesse da perda de receitas previstas; clube projeta déficit de R$ 40 milhões em 2026 e planeja reduzir gastos na próxima temporada.

Por Giovane PapaColunistaPublicado em 29/10/2026, 15:34Atualizado em 29/10/2026, 15:34

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Bap admite erros no planejamento financeiro do Flamengo e promete mudanças para 2027

(Imagem: Jorge Rodrigues/AGIF)

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, admitiu erros no planejamento financeiro do clube para 2026 e anunciou uma mudança de estratégia para a próxima temporada. Em reunião com integrantes do Conselho de Administração, na última quarta-feira (28), o dirigente reconheceu que não teria realizado a contratação de Lucas Paquetá caso soubesse que receitas previstas não seriam concretizadas. A informação foi divulgada pelo ge nesta quinta-feira (29).

O Flamengo aprovou uma readequação orçamentária que mudou a previsão inicial de superávit de R$ 180 milhões para um déficit de R$ 40 milhões ao fim de 2026. Entre os fatores que contribuíram para o cenário estão a queda nas receitas com a venda de jogadores, a negociação frustrada dos direitos de nome do Maracanã e as incertezas envolvendo receitas de patrocínio relacionadas às casas de apostas, além dos investimentos acima do previsto no elenco.

A contratação de Paquetá, que representa um investimento total estimado em R$ 315 milhões, foi um dos pontos discutidos pela diretoria. O clube ainda tem parcelas a pagar pela operação, incluindo um compromisso de € 15 milhões previsto para o início de 2027. Bap reconheceu que não teria feito o investimento se soubesse que parte das receitas esperadas não entraria no caixa, o que aumentou a pressão sobre o planejamento financeiro rubro-negro.

Diante desse cenário, a diretoria pretende adotar uma postura mais conservadora em 2027. O plano é priorizar jogadores livres no mercado, diminuir os gastos com contratações, aliviar a folha salarial e negociar atletas para reforçar o caixa. A meta apresentada é arrecadar entre € 40 milhões e € 45 milhões com vendas, sem abrir mão de jogadores considerados fundamentais para o desempenho esportivo da equipe.

Apesar da revisão orçamentária, o Flamengo afirmou oficialmente que considera seus indicadores de endividamento controlados. Segundo o clube, a relação entre a dívida e a capacidade recorrente de geração de caixa está em 1,2 vez, abaixo do índice registrado no fim de 2024. A diretoria, portanto, tenta equilibrar as contas sem comprometer a competitividade do elenco, mas reconhece que o planejamento para a próxima temporada exigirá maior cautela no mercado.

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