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Esportes

Boto critica redução de estrangeiros no Brasileirão e prevê queda na qualidade da competição

Diretor de futebol do Flamengo questiona decisão da CBF e defende mudanças na regra que limita transferências entre clubes brasileiros

Júlio César

Por Júlio CésarColunistaPublicado em 22/09/2026, 16:56Atualizado em 22/09/2026, 16:56

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Boto critica redução de estrangeiros no Brasileirão e prevê queda na qualidade da competição

Leonardo Jardim e José Boto em treino do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

A decisão de reduzir gradualmente o número de jogadores estrangeiros que podem ser relacionados por partida no Campeonato Brasileiro gerou reação no Flamengo. O diretor de futebol do clube, José Boto, criticou a medida aprovada pela CBF e afirmou que a mudança pode diminuir o nível técnico da competição.

Atualmente, os clubes podem relacionar até nove estrangeiros por partida. A partir de 2027, o limite cairá para oito e será reduzido gradativamente até chegar a cinco jogadores por jogo em 2030. Flamengo e Bahia foram os únicos clubes a votarem contra a proposta.

Em entrevista à Coluna do Fla, Boto argumentou que os principais jovens talentos brasileiros continuarão sendo negociados com clubes europeus e que a redução do espaço para estrangeiros pode dificultar a reposição desses atletas.

“Não me parece que essa medida vá ajudar o futebol brasileiro. Pelo contrário, vai pôr a liga mais fraca”, afirmou o dirigente.

Segundo Boto, a saída precoce de jogadores brasileiros para a Europa faz com que os clubes nacionais precisem buscar alternativas no mercado. Na avaliação do dirigente, limitar a presença de estrangeiros pode reduzir as opções disponíveis para as equipes.

Boto também questiona regra de transferências

Além da redução dos estrangeiros, o dirigente do Flamengo defendeu mudanças na regra que impede um jogador de se transferir para outro clube da mesma competição depois de disputar 12 partidas.

Para Boto, a flexibilização dessa norma permitiria que os recursos permanecessem dentro do futebol brasileiro e daria mais alternativas aos clubes durante a temporada.

A sugestão já havia sido apresentada pelo Flamengo durante a reunião com a CBF, mas não entrou em votação porque não fazia parte da pauta do encontro. A entidade informou que a questão poderá ser discutida posteriormente.

Mudança será gradual até 2030

A CBF justificou a redução dos estrangeiros como parte de um conjunto de medidas para ampliar o espaço destinado aos jogadores brasileiros mais jovens. O limite será de oito estrangeiros em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030.

Também foi aprovada uma mudança no número de atletas jovens inscritos. Os clubes continuarão podendo registrar até 50 jogadores, mas a proporção de atletas sub-23 aumentará gradualmente até chegar a 25 jogadores dessa faixa etária em 2030.

A entidade afirma que as alterações têm como objetivo estimular a formação de novos talentos e ampliar as oportunidades para jogadores brasileiros nas competições nacionais.

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