Brasil cresce na final e termina em 5º lugar por equipes no Mundial de Ginástica Artística
Liderada por Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, seleção brasileira faz apresentações sem quedas, supera potências internacionais e mantém vivo o sonho de classificação para as Olimpíadas de Los Angeles 2028.
Por Júlio CésarColunistaPublicado em 21/10/2026, 18:03Atualizado em 21/10/2026, 18:03

Foto: MeloGym/CBG
A seleção brasileira feminina de ginástica artística encerrou sua participação na final por equipes do Campeonato Mundial de 2026, nesta quarta-feira (21), em Roterdã, na Holanda, com a quinta colocação. Liderado por Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, o Brasil apresentou uma evolução em relação à fase classificatória, somou 159,730 pontos e ficou entre as cinco melhores equipes do mundo.
Depois de conquistar a última vaga disponível para a decisão, na oitava colocação, o Brasil entrou na disputa precisando de apresentações consistentes para subir na classificação. E foi exatamente o que aconteceu. As brasileiras completaram suas séries sem quedas, demonstrando segurança e competitividade diante das principais potências da modalidade.
Além de Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, a equipe contou com Lorrane Oliveira, Thais Fidelis e Sophia Weisberg.
Brasil supera potências e mostra evolução
Um dos destaques da apresentação brasileira aconteceu no salto. Rebeca Andrade confirmou sua qualidade ao receber 14,400 pontos, enquanto Sophia Weisberg, que havia sofrido uma queda na classificatória, conseguiu uma apresentação segura e alcançou 14,033 pontos.
No total, o Brasil somou 41,433 pontos no aparelho, resultado que ajudou a equipe a ganhar posições na classificação.
Nas barras assimétricas, Lorrane Oliveira também teve bom desempenho, conquistando 13,533 pontos. Já na trave, Flávia Saraiva recebeu 14,066 pontos, enquanto Rebeca Andrade encerrou a participação brasileira com 13,433.
Com o desempenho, a seleção terminou à frente de equipes tradicionais, como Rússia, Itália e Canadá. O Brasil também foi o único finalista a melhorar sua pontuação total em relação à fase classificatória.
China conquista o ouro e encerra hegemonia americana
A grande campeã da disputa foi a China, que encerrou uma longa sequência de títulos mundiais dos Estados Unidos, invictos na competição por equipes desde 2010.
As americanas ficaram com a medalha de prata, enquanto o Japão conquistou o bronze, retornando ao pódio de um Campeonato Mundial após 60 anos.
As três seleções medalhistas garantiram antecipadamente suas vagas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
Brasil mantém foco nas Olimpíadas de 2028
Apesar de não conquistar uma medalha, o quinto lugar representa um resultado importante para o planejamento da ginástica brasileira.
Vice-campeã mundial em 2023 e medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, a seleção segue entre as principais forças internacionais da modalidade.
O próximo grande objetivo será o Mundial de 2027, em Chengdu, na China, quando estarão em disputa mais nove vagas por equipes para as Olimpíadas de Los Angeles.
Brasileiras ainda disputam finais individuais
A participação brasileira no Mundial de Roterdã continua nos próximos dias.
Na sexta-feira (23), às 14h30, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira disputam a final do individual geral.
No sábado (24), a partir das 9h, Rebeca Andrade retorna à competição como uma das favoritas ao pódio no salto.
Já no domingo (25), também a partir das 9h, Flávia Saraiva representa o Brasil na final da trave.
As finais terão transmissão ao vivo pelos canais sportv.
Mesmo sem medalha na disputa por equipes, o Brasil deixa a decisão com um desempenho positivo e a expectativa de continuar evoluindo no ciclo olímpico rumo a Los Angeles 2028.
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