BTG assume controle do Nubank Parque; veja o que muda para o Palmeiras
Banco se torna sócio majoritário da operação da arena, enquanto WTorre permanece na sociedade; contratos do clube seguem mantidos
Por Júlio CésarColunistaPublicado em 18/09/2026, 21:53Atualizado em 18/09/2026, 21:53

Nubank Parque, estádio do Palmeiras, em São Paulo — Foto: Anderson Romão/AGIF
O BTG Pactual assumiu o controle da operação do Nubank Parque, estádio do Palmeiras, após concluir um acordo com a WTorre. O banco passa a ser o sócio majoritário da gestão da arena, enquanto a construtora continua com participação na sociedade e seguirá sendo consultada sobre as decisões.
Apesar da mudança no comando da operação, a relação contratual entre Palmeiras e a administradora do estádio permanece, a princípio, sem alterações. A escritura de superfície assinada pelo clube, válida até 2044, continua em vigor, incluindo os percentuais destinados ao Palmeiras sobre as receitas e os gatilhos previstos para aumento desses valores ao longo dos anos.
O que muda na prática?
A principal alteração está na gestão da arena. A partir de agora, o BTG será responsável pelas decisões relacionadas à operação e pelo planejamento de novos eventos no estádio. A WTorre seguirá como acionista e terá participação no Conselho de Administração.
Os contratos de shows e eventos que já foram assinados continuam válidos. A expectativa também é de manutenção da atual estrutura operacional, incluindo a permanência de Marcelo Frazão como CEO do Nubank Parque, pelo menos neste primeiro momento.
O Palmeiras ainda não possui contato direto com o BTG sobre a nova estrutura de gestão. Para o clube, portanto, não há mudança imediata nos acordos comerciais ou na utilização da arena.
Palmeiras continua com seus direitos
A mudança de controlador não altera os termos estabelecidos entre Palmeiras e WTorre na escritura de superfície. O contrato de exploração comercial do estádio segue válido até 2044.
Dessa forma, o Verdão continuará recebendo os valores previstos no acordo atual, enquanto a nova gestão ficará responsável pela exploração comercial da arena e pela negociação de futuros eventos.
Como o BTG chegou ao estádio
A aproximação entre BTG e Nubank Parque começou em 2024. Naquele ano, o banco adquiriu dívidas da WTorre que estavam vinculadas ao Banco do Brasil, incluindo débitos relacionados ao financiamento utilizado para a construção da arena.
Desde então, as partes negociavam a possibilidade de o BTG assumir o controle da operação. O acordo agora formalizado ainda está sob análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Assim, a mudança representa uma alteração importante na gestão do estádio, mas não modifica, neste momento, os direitos e obrigações previstos no contrato entre o Palmeiras e a operação da arena.
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