Morre Carlos Alberto Dias, ex-jogador da Seleção Brasileira e técnico do Ypiranga-PE, aos 59 ano
Treinador passou mal durante o fim de semana e não resistiu após ser encaminhado para um hospital em Caruaru; causa da morte ainda não foi informada oficialmente
Por Júlio CésarColunistaPublicado em 05/10/2026, 20:04Atualizado em 05/10/2026, 20:04

Foto: Reprodução/Juha Tamminen
Morreu nesta segunda-feira (5), aos 59 anos, Carlos Alberto Dias, técnico do Ypiranga-PE. O treinador estava preparando a equipe para a disputa do Campeonato Pernambucano 2026/2027. A morte foi confirmada pelo clube e também lamentada pela Federação Pernambucana de Futebol.
Carlos Alberto passou mal no sábado, apresentando fadiga, febre, vômitos e diarreia. No domingo, após a persistência dos sintomas, foi levado a uma UPA de Santa Cruz do Capibaribe. Depois de receber atendimento e apresentar melhora, foi liberado.
Por volta das 22h de domingo, porém, o treinador voltou a passar mal e sentiu dores no peito. Ele retornou à unidade de saúde e, após nova avaliação, foi encaminhado ao Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, onde não resistiu. A causa da morte não foi divulgada oficialmente.
Carreira marcada por grandes clubes
Antes de se tornar treinador, Carlos Alberto Dias construiu uma carreira de destaque como jogador. O ex-meia defendeu os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro — Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco — além de Grêmio, Coritiba, Paraná e Ceará.
Pelo Botafogo, entrou para a história ao marcar o gol do título do Campeonato Carioca de 1990, na decisão contra o Vasco. Também foi vice-campeão brasileiro em 1992.
Carlos Alberto ainda vestiu a camisa da Seleção Brasileira em 1992, participando de dois amistosos.
Como treinador, trabalhou por diferentes clubes do futebol brasileiro. No futebol sergipano, comandou equipes como Freipaulistano, Atlético Gloriense e Maruinense, conquistando o acesso à elite estadual com o Freipaulistano em 2016.
Carlos Alberto havia assumido o Ypiranga em julho e iniciado os trabalhos com o elenco em setembro. Ele tinha como objetivo preparar a equipe para o Campeonato Pernambucano e também defendia a utilização de jovens das categorias de base no futebol profissional.
A morte do treinador gerou manifestações de pesar de clubes por onde passou, entre eles Botafogo, Vasco, Grêmio, Coritiba e Paraná Clube.
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