Clubes da Série A se posicionam contra proibição das bets e alertam para impacto no futebol
Oito equipes publicaram manifesto conjunto em defesa do mercado regulado de apostas esportivas no Brasil
Por Júlio CésarColunistaPublicado em 17/09/2026, 20:25Atualizado em 17/09/2026, 20:25

Clubes da Série A se posicionam contra proibição das bets no Brasil (Foto: Reprodução/X)
Oito clubes da Série A do Campeonato Brasileiro publicaram, nesta quinta-feira (17), um manifesto conjunto contra uma possível proibição das apostas esportivas no Brasil. As equipes defendem a manutenção de um mercado regulado e alertam para os impactos financeiros que uma medida desse tipo poderia provocar no futebol nacional.
No documento, os clubes argumentam que as casas de apostas se tornaram uma importante fonte de receitas para o futebol, principalmente por meio de contratos de patrocínio, publicidade e outras ações comerciais. Segundo informações divulgadas sobre o manifesto, os clubes também demonstram preocupação com possíveis efeitos sobre direitos de transmissão e receitas de outros setores ligados ao esporte.
A manifestação ocorre em meio à discussão sobre possíveis novas restrições ao mercado de apostas. Os clubes reconhecem a existência de problemas relacionados ao setor, mas defendem que o caminho seja o fortalecimento da fiscalização e da regulamentação, em vez da proibição completa.
As equipes também alertam para o risco de crescimento do mercado clandestino caso as plataformas legalizadas sejam retiradas do país. Na avaliação apresentada no manifesto, uma eventual mudança nas regras poderia afetar contratos já firmados e comprometer o planejamento financeiro de diversas agremiações.
O tema ganhou força nos últimos dias diante da possibilidade de o governo federal adotar novas medidas para restringir o mercado de apostas e jogos on-line. Ainda há discussões sobre o alcance dessas mudanças e sobre como elas poderiam afetar clubes, empresas e outros setores envolvidos.
O manifesto, intitulado “O Fim do Futebol Brasileiro”, pede diálogo entre os clubes e as autoridades e defende a construção de medidas consideradas pelos signatários como responsáveis e sustentáveis para o setor.
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