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Esportes

Clubes negociam ajuda do governo diante do risco de perda de receitas das bets

Times das Séries A e B buscam alternativas para minimizar impacto financeiro de eventual restrição às casas de apostas no Brasil

Por Giovane PapaColunistaPublicado em 24/09/2026, 13:44Atualizado em 24/09/2026, 13:44

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Clubes negociam ajuda do governo diante do risco de perda de receitas das bets

(Imagem: Rafael Ribeiro/CBF)

Clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro passaram a negociar com o governo federal alternativas para reduzir o impacto financeiro de uma eventual proibição ou restrição às casas de apostas no Brasil. A movimentação ganhou força após o governo sinalizar mudanças no setor, que atualmente representa uma importante fonte de receitas para o futebol brasileiro.

Uma das possibilidades discutidas no governo é a criação de linhas de crédito com juros mais baixos para os clubes que forem afetados pela perda de receitas das bets. A ideia seria abrir um canal de diálogo com as equipes e entender as necessidades do setor antes de qualquer decisão definitiva sobre o futuro das apostas no país.

Outra alternativa em discussão envolve as dívidas tributárias dos clubes. Segundo informações divulgadas pelo UOL, os times negociam um parcelamento de débitos com a Receita Federal e a Previdência, em um modelo que poderia funcionar de maneira semelhante ao Profut. A proposta prevê um prazo mais longo para o pagamento das dívidas, com possíveis descontos em juros e encargos, mas sem perdoar o valor principal. A estimativa é de que as dívidas tributárias dos clubes estejam na casa dos R$ 10 bilhões.

A preocupação dos clubes está relacionada ao peso que as empresas de apostas ganharam no futebol. Em 2025, as bets responderam por R$ 1,03 bilhão dos R$ 3,069 bilhões arrecadados em patrocínios pelos clubes da Série A, o equivalente a cerca de um terço das receitas comerciais. Em 2026, 13 dos 20 clubes da elite possuem empresas do setor como patrocinadoras.

O cenário ainda está em discussão. O governo avalia medidas que podem atingir principalmente os cassinos on-line, mas existe também a possibilidade de restrições mais amplas. Os clubes, por sua vez, defendem a manutenção do mercado regulado e afirmam que uma redução brusca dos investimentos das bets poderia afetar não apenas os grandes times, mas também equipes das divisões de acesso e outras competições do futebol brasileiro.

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