Comissão de Ética do Corinthians abre caminho para possível destituição de Osmar Stabile
Relator identificou indícios de possíveis irregularidades em contratos de segurança privada; presidente terá dez dias para apresentar defesa específica antes do prosseguimento do procedimento.
Por Giovane PapaColunistaPublicado em 28/10/2026, 15:13Atualizado em 28/10/2026, 15:13

(Imagem: Fabio Giannelli/AGIF)
A Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians determinou, nesta quarta-feira (28), que o procedimento administrativo contra o presidente Osmar Stabile passe a seguir o rito estatutário de destituição. A decisão foi assinada por Leonardo Pantaleão, relator do caso, após uma investigação que envolveu coleta de provas, análise de documentos, depoimentos e audiência. A medida abre caminho para um possível afastamento do dirigente, mas não representa uma decisão definitiva sobre sua permanência no cargo.
De acordo com o despacho, a comissão identificou indícios de possíveis irregularidades relacionadas à contratação de empresas de segurança privada pelo clube. Os fatos foram enquadrados, em tese, em três hipóteses previstas no artigo 106 do Estatuto Social: prejuízo considerável ao patrimônio ou à imagem do Corinthians, infração às normas estatutárias e prática de gestão irregular ou temerária.
Entre os pontos investigados estão o possível uso de serviços de segurança custeados pelo Corinthians para atender interesses particulares do presidente e de familiares, além de supostas falhas nos procedimentos de contratação. A comissão também apontou que não foi apresentada comprovação de autorização da Polícia Federal para o funcionamento da empresa Bear Security Ltda., responsável por serviços de segurança privada. As suspeitas ainda serão analisadas e não configuram, por si só, comprovação de irregularidades.
Com a mudança de rito, Stabile terá dez dias para apresentar uma defesa específica sobre os pontos levantados pela comissão e indicar as provas que pretende produzir. O procedimento seguirá os trâmites previstos no estatuto do clube, com garantia do contraditório e da ampla defesa. Portanto, o presidente não foi destituído nem afastado automaticamente, e uma eventual perda do cargo dependerá do andamento do processo e das decisões previstas nas normas internas do Corinthians.
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