Conmebol garante que crise de banco paraguaio não afetará finais da Libertadores e Sul-Americana
Entidade afirma que problemas financeiros envolvendo instituição bancária no Paraguai não comprometem a organização nem a realização das decisões dos torneios continentais.
Por Júlio CésarColunistaPublicado em 05/11/2026, 12:51Atualizado em 05/11/2026, 12:51

Foto: Reuters
A entidade mantém aproximadamente US$ 14 milhões (cerca de R$ 76 milhões) investidos no Ueno Bank, instituição que sofreu intervenção do Banco Central do Paraguai após problemas financeiros. O banco também era um dos patrocinadores da Copa Sul-Americana.
Em posicionamento ao ge, a Conmebol explicou que o dinheiro está aplicado em um investimento de prazo fixo e não compromete o fluxo financeiro da organização. Segundo a entidade, o montante representa aproximadamente 2,5% de sua receita, que já chegou a US$ 600 milhões.
Premiações estão garantidas
A confederação também assegurou que os valores destinados aos clubes finalistas estão preservados. Somadas, as premiações das duas decisões chegam a US$ 44 milhões (aproximadamente R$ 239 milhões).
Na Libertadores, o campeão receberá US$ 25 milhões (R$ 135 milhões), enquanto o vice ficará com US$ 7 milhões (R$ 38 milhões). Já na Sul-Americana, o vencedor embolsará US$ 10 milhões (R$ 54 milhões), e o segundo colocado receberá US$ 2 milhões (R$ 11 milhões).
Finais seguem confirmadas
O calendário das decisões permanece inalterado. No dia 21 de novembro, Atlético-MG e Boca Juniors disputam a final da Copa Sul-Americana, em Barranquilla, na Colômbia. Uma semana depois, em 28 de novembro, Palmeiras e Estudiantes se enfrentam em Montevidéu, no Uruguai, pela decisão da Libertadores.
A crise do Ueno Bank, entretanto, tem provocado preocupação no futebol paraguaio. A instituição mantinha acordos comerciais com clubes tradicionais, como Cerro Porteño e Olimpia, além de dar nome ao estádio Defensores del Chaco, em Assunção.
Jogadores paraguaios que atuam no exterior, entre eles Gustavo Gómez, do Palmeiras, e Ángel Romero, ex-Corinthians, também se manifestaram sobre a situação. Os atletas demonstraram solidariedade às famílias afetadas e cobraram providências das autoridades.
Apesar da repercussão do caso, a Conmebol reforça que a crise bancária não representa ameaça à realização das finais continentais nem ao pagamento das premiações previstas.
Comentários
Todos os comentários passam por moderação antes da publicação. Respeite as regras de convivência: não são permitidos discurso de ódio, ofensas ou spam.



