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Esportes

Corinthians acerta com a Caixa suspensão de dívida e liberação de receitas da bilheteria por um ano

Acordo prevê a suspensão temporária dos pagamentos pela Neo Química Arena e o fim da retenção de parte das receitas de jogos e premiações; medida busca aliviar a crise financeira do clube.

Júlio César

Por Júlio CésarColunistaPublicado em 17/10/2026, 11:20Atualizado em 17/10/2026, 11:20

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Corinthians acerta com a Caixa suspensão de dívida e liberação de receitas da bilheteria por um ano

Foto: Emilio Botta

O Corinthians chegou a um acordo com a Caixa Econômica Federal para suspender, por um ano, os pagamentos da dívida relacionada à construção da Neo Química Arena. Durante esse período, o banco também deixará de reter parte das receitas provenientes da bilheteria dos jogos e das premiações conquistadas pelo clube.

A medida representa um importante alívio financeiro para o Timão, que enfrenta dificuldades para honrar seus compromissos. Segundo informações do ge, a diretoria acredita que a liberação dos recursos poderá ajudar a reorganizar o fluxo de caixa e reduzir a pressão sobre as contas do clube.

O contrato de renegociação firmado em 2022, durante a gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves, previa a retenção de 55% da arrecadação com bilheteria e de 50% das premiações esportivas como garantias para o pagamento do débito.

Com a suspensão dessas retenções, o Corinthians terá maior liberdade para utilizar as receitas geradas em seus jogos e competições.

Dívida da Arena segue em negociação

A dívida relacionada à Neo Química Arena está estimada em R$ 630 milhões. A atual diretoria, liderada pelo presidente Osmar Stabile, busca uma solução definitiva para o débito e negocia alternativas com a Caixa.

Uma das propostas envolve a possibilidade de o banco assumir os direitos de nomeação do estádio, conhecidos como naming rights, além de explorar outros produtos comerciais ligados ao clube.

A diretoria corintiana avalia que os direitos de nomeação da arena podem alcançar cerca de R$ 70 milhões por temporada, valor superior ao contrato atual com a Hypera Pharma, que paga aproximadamente R$ 15 milhões anuais, corrigidos pela inflação.

A negociação também envolve outras possibilidades comerciais, como produtos financeiros, cartões para o programa Fiel Torcedor e a transferência de operações bancárias do clube para a Caixa.

Alívio em meio à crise financeira

O Corinthians atravessa um momento delicado nas finanças, com atrasos salariais e pendências relacionadas a direitos de imagem e premiações do elenco masculino.

Recentemente, o clube também recebeu de volta R$ 13,5 milhões dos R$ 27 milhões depositados em uma conta de reserva vinculada ao financiamento da arena. Parte desse dinheiro foi utilizada para quitar salários atrasados dos jogadores.

Apesar dos avanços, a suspensão dos pagamentos e a liberação das receitas não significam que a dívida foi perdoada ou quitada. As partes continuam negociando para encontrar uma solução definitiva para o financiamento do estádio.

O acordo temporário oferece fôlego ao Corinthians, mas o desafio da diretoria continua sendo equilibrar as contas e construir uma saída duradoura para uma dívida que pesa sobre o futuro financeiro do clube.

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