Corinthians acumula quatro parcelas atrasadas e corre risco de perder acordo bilionário com a União
Timão deve R$ 27,3 milhões em prestações não pagas de acordo que reduziu dívida com a União de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões
Por Giovane PapaColunistaPublicado em 01/10/2026, 19:31Atualizado em 01/10/2026, 19:31

(Imagem: Divulgação)
O Corinthians chegou a quatro parcelas atrasadas no acordo firmado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para renegociar uma dívida com a União. O clube deixou de pagar as prestações de junho, julho, agosto e setembro, acumulando R$ 27,3 milhões em valores pendentes. A negociação, assinada em fevereiro deste ano, reduziu a dívida de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões, com descontos sobre juros, multas e encargos.
A gestão de Osmar Stabile havia quitado normalmente as quatro primeiras parcelas, entre fevereiro e maio, mas os pagamentos foram interrompidos a partir de junho. Do total atualmente em aberto, R$ 8 milhões correspondem a débitos previdenciários e R$ 19,3 milhões a dívidas não previdenciárias. Os valores das prestações são corrigidos pela taxa Selic.
O contrato prevê a possibilidade de rescisão caso o clube deixe de pagar três parcelas, consecutivas ou alternadas. A PGFN notificou o Corinthians em agosto, quando havia três prestações vencidas, e informou que o clube tem 30 dias após a notificação para regularizar os pagamentos ou apresentar uma defesa administrativa. Mesmo com os quatro meses de inadimplência, a Procuradoria afirmou que, neste momento, a transação continua em situação regular.
Caso o acordo seja rescindido, o valor original da dívida será restabelecido, com desconto apenas dos valores que já tiverem sido pagos. As cobranças judiciais e extrajudiciais também poderão ser retomadas, e o Corinthians ficará impedido de realizar uma nova transação tributária durante dois anos. O clube afirmou que conta com a boa relação com a PGFN para resolver a situação da melhor maneira e o mais rápido possível.
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