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Esportes

Corinthians fecha julho com R$ 8,9 milhões em caixa e amplia empréstimos

Clube encerrou o mês com forte déficit, aumentou financiamentos em R$ 140 milhões e recorreu à antecipação de receitas para manter os pagamentos

Por Giovane PapaColunistaPublicado em 30/09/2026, 13:30Atualizado em 30/09/2026, 13:30

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Corinthians fecha julho com R$ 8,9 milhões em caixa e amplia empréstimos

(Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF)

O Corinthians encerrou julho de 2026 com apenas R$ 8,9 milhões disponíveis em caixa, segundo o balancete financeiro do clube. O valor representa uma queda de aproximadamente R$ 17 milhões em relação aos R$ 26 milhões registrados no fim de 2025. Na comparação com julho do ano passado, quando o clube tinha R$ 14,9 milhões em caixa, a redução chega a cerca de 40%.

Ao mesmo tempo em que o caixa diminuiu, os empréstimos e financiamentos aumentaram. O Corinthians chegou a R$ 390 milhões nessa categoria até julho, R$ 140 milhões acima dos R$ 250 milhões registrados em dezembro de 2025. O crescimento representa uma alta de aproximadamente 56% em sete meses.

A situação é agravada pelo déficit acumulado durante o ano. Entre janeiro e julho, o Corinthians registrou resultado negativo de R$ 278,7 milhões, sendo R$ 32,6 milhões somente em julho. O valor ficou R$ 200,8 milhões acima dos R$ 77,8 milhões previstos no orçamento para o período, uma diferença de 258%. A frustração com as vendas de jogadores teve peso importante: o clube havia projetado R$ 150 milhões líquidos em negociações até julho, mas arrecadou apenas R$ 3,2 milhões com transferências no período.

Diante da dificuldade para gerar caixa, o Corinthians passou a antecipar receitas futuras para cumprir compromissos financeiros. Em setembro, o clube antecipou parte dos valores previstos no contrato de patrocínio máster com a Esportes da Sorte para pagar os salários registrados em carteira do elenco e da comissão técnica masculina, além de utilizar recursos para quitar direitos de imagem do futebol feminino. A operação aconteceu depois de a CBF recusar, em 11 de setembro, um novo pedido de antecipação de receitas.

A situação financeira também tem reflexos nos pagamentos ao elenco. Em setembro, o clube chegou a acumular dois meses de direitos de imagem em atraso com os jogadores do futebol masculino, além de pendências relacionadas a férias e premiações. O salário de agosto foi pago posteriormente, mas a necessidade de recorrer a receitas antecipadas evidencia a pressão sobre o fluxo de caixa.

O cenário ainda se torna mais delicado pela dificuldade em conseguir novos créditos. Mesmo com o aumento dos empréstimos ao longo de 2026, o Corinthians encontra resistência de grandes instituições financeiras para realizar novas operações. Com caixa reduzido, déficit elevado e parte das receitas futuras já comprometidas, a diretoria enfrenta o desafio de encontrar novas fontes de recursos para manter as contas do clube em dia.

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