Corinthians prioriza outras dívidas e mantém atrasos nos pagamentos ao elenco
Clube recebeu R$ 11,2 milhões de fundo ligado à Neo Química Arena, mas não utilizou os recursos para quitar parte dos três meses de direitos de imagem atrasados; situação aumenta a insatisfação entre jogadores e comissão técnica.
Por Júlio CésarColunistaPublicado em 22/10/2026, 17:17Atualizado em 22/10/2026, 17:17

Foto: José Manoel Idalgo/SCCP
O Corinthians enfrenta mais um capítulo de tensão financeira nos bastidores. Mesmo após receber R$ 11,2 milhões de um fundo ligado à Neo Química Arena, o clube não utilizou o dinheiro para reduzir os atrasos nos pagamentos dos direitos de imagem dos jogadores e da comissão técnica.
O elenco acumula três meses de direitos de imagem pendentes. Uma parcela de aproximadamente R$ 10 milhões seria suficiente para quitar um dos meses em atraso, mas a diretoria optou por priorizar outros compromissos financeiros.
A decisão aumentou a insatisfação entre os atletas. Parte do grupo já demonstrava desconfiança em relação às promessas do presidente Osmar Stábile, e a manutenção dos atrasos agravou o clima nos bastidores do clube.
Outros compromissos financeiros
Entre as prioridades da diretoria está o pagamento de aproximadamente R$ 8 milhões referentes às parcelas previdenciárias de junho a setembro, previstas no acordo firmado com a Fazenda Nacional.
O Corinthians também direcionou recursos para compromissos com um fundo administrado pela Outfield, relacionado à dívida pela contratação do meio-campista Rodrigo Garro.
Além disso, parte das receitas do clube está comprometida com empréstimos e antecipações financeiras realizados junto ao Banco Daycoval, o que reduz a disponibilidade de dinheiro para outras despesas.
Elenco aguarda regularização
Além dos três meses de direitos de imagem atrasados, os jogadores também aguardam o pagamento de premiações pendentes.
O cenário amplia a pressão sobre a diretoria corintiana, que precisa administrar as obrigações financeiras do clube e, ao mesmo tempo, buscar uma solução para os débitos com o elenco e a comissão técnica.
A manutenção dos atrasos pode aprofundar o desgaste entre os jogadores e a direção em um momento no qual a confiança nas promessas de pagamento já está abalada.
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