Corinthians propõe naming rights à Caixa para quitar dívida da Arena
Clube negocia acordo de cerca de dez anos para que banco assuma o nome do estádio e quite débito estimado entre R$ 630 milhões e R$ 660 milhões
Por Giovane PapaColunistaPublicado em 29/09/2026, 19:22Atualizado em 29/09/2026, 19:22

(Imagem: Danilo Fernandes/Meu Timão)
O Corinthians apresentou à Caixa Econômica Federal uma proposta para que o banco assuma os naming rights da Neo Química Arena por cerca de dez anos como forma de quitar a dívida referente ao financiamento do estádio. A negociação avançou nos últimos dias e deve ser analisada pelo Conselho Diretor da Caixa. O débito é estimado atualmente entre R$ 630 milhões e R$ 660 milhões.
Pelo projeto apresentado pelo clube, a Caixa passaria a explorar comercialmente o nome da Arena, hoje vinculado à Hypera Pharma. O Corinthians avalia que a propriedade vale aproximadamente R$ 70 milhões por temporada, valor considerado muito acima dos cerca de R$ 21 milhões anuais que a Hypera paga atualmente, já corrigidos pela inflação. O contrato com a empresa foi firmado em 2020 e tem validade até 2040.
O Corinthians também apresentou um estudo à Caixa apontando que o banco poderia obter cerca de R$ 300 milhões por ano em ações de marketing relacionadas à Arena. Além dos naming rights, as conversas envolvem outras possibilidades de parceria, como a operação do Fiel Torcedor, o pagamento da folha de funcionários e a emissão de títulos de capitalização. O clube também pediu a liberação de R$ 27 milhões mantidos em uma conta reserva como garantia do financiamento.
Caso o acordo avance, o Corinthians pretende negociar uma compensação com a Hypera para evitar uma ruptura do contrato atual. Uma das possibilidades é oferecer à empresa os naming rights de outras instalações, como o CT Joaquim Grava e a Fazendinha. A proposta, porém, ainda depende da aprovação da Caixa e de um entendimento sobre valores, prazo e formato da operação.
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