Crise financeira faz Ponte Preta limitar até consumo de pão por funcionários
Clube vive situação descrita pela própria direção como de “quase falência” e acumula cerca de R$ 320 milhões em dívidas
Por Giovane PapaColunistaPublicado em 25/09/2026, 14:33Atualizado em 25/09/2026, 14:33

(Imagem: Divulgação)
A grave crise financeira da Ponte Preta começou a afetar até situações básicas do cotidiano do clube. Nesta quarta-feira (23), um aviso colocado em um dos refeitórios determinou que cada funcionário poderia consumir apenas um pão por dia. “A partir de hoje, quarta-feira (23/09/2026), será permitido o consumo de apenas 01 (um) pão por funcionário. Contamos com a colaboração de todos”, dizia o comunicado, publicado inicialmente pelo jornalista Murilo Godoy, setorista da Macaca.
O momento financeiro da Ponte Preta é considerado crítico pela própria direção. Recentemente, o diretor jurídico José Henrique Specie afirmou, em entrevista ao Globo Esporte, que o clube vive uma situação de “quase insolvência” e classificou o cenário como “muito terrível”. Atualmente, a dívida total da equipe gira em torno de R$ 320 milhões, enquanto o déficit mensal é estimado em aproximadamente *R$ 3 milhões*.
Os problemas também já chegaram diretamente ao futebol profissional. No mês passado, os jogadores da Ponte Preta fizeram uma greve de uma semana em razão de atrasos salariais e no pagamento de direitos de imagem. Durante o período, os atletas deixaram de treinar e também não atuaram em partidas da Série B. Além disso, o clube está impedido de registrar novos jogadores.
Uma das alternativas para tentar solucionar a situação financeira era a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). No entanto, a proposta foi rejeitada pelos associados no início de setembro. O projeto previa um investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão na Ponte Preta, mas não recebeu aprovação dos sócios.
Dentro de campo, a situação acompanha a crise financeira. A Ponte Preta ocupa atualmente a última colocação da Série B, com 13 pontos, 19 a menos que o Botafogo-SP, primeiro clube fora da zona de rebaixamento. Com dificuldades financeiras, salários atrasados, restrição para contratar e um cenário esportivo complicado, a Macaca enfrenta uma das maiores crises de sua história.
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