Crise no Parque São Jorge: presidente do Corinthians é denunciado pelo MP-SP
Osmar Stabile é acusado de usar R$ 721,2 mil dos cofres do clube para custear segurança pessoal; dirigente afirma que não pretende renunciar
Por Júlio CésarColunistaPublicado em 16/09/2026, 13:52Atualizado em 16/09/2026, 13:52

Imagem: ETTORE CHIEREGUINI/AGIF
Os bastidores do Corinthians seguem movimentados após o presidente Osmar Stabile ser denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O dirigente foi enquadrado pelo promotor Cassio Conserino por apropriação indébita, em um caso relacionado aos gastos com segurança pessoal.
Segundo a denúncia, aproximadamente R$ 721,2 mil teriam sido pagos pelo Corinthians à empresa Bear Security para serviços de segurança de Stabile e, possivelmente, de familiares, entre julho de 2025 e agosto de 2026.
Diante da repercussão do caso, o Corinthians divulgou uma nota oficial em defesa do presidente e negou a existência de irregularidades. O clube afirmou que a contratação da equipe de segurança ocorreu diante de um cenário considerado de risco após o processo de impeachment do ex-presidente Augusto Melo.
De acordo com a diretoria, a situação exigiu a contratação urgente de profissionais de confiança para garantir a integridade de Stabile. O clube também argumenta que os valores pagos estão dentro dos padrões praticados pelo mercado e que o serviço contratado possui uma estrutura mais complexa do que a segurança particular que o dirigente bancava antes de assumir a presidência.
Stabile, por sua vez, afirmou que irá contestar a denúncia apresentada pelo Ministério Público e declarou que não pretende renunciar ao cargo.
Agora, o caso será analisado pelo Poder Judiciário, que deverá decidir se recebe ou rejeita a denúncia. Até o momento, trata-se de uma acusação que ainda será submetida à análise judicial.
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