Cristiano Ronaldo explica saída da seleção e acusa Jorge Jesus de quebrar acord
Capitão de Portugal detalha crise com treinador, pede desculpas por abandonar concentração e afirma que seguirá disponível para a seleção
Por Giovane PapaColunistaPublicado em 06/10/2026, 16:16Atualizado em 06/10/2026, 16:16

(Imagem: Divulgação/Federação Portuguesa de Futebol)
Cristiano Ronaldo rompeu o silêncio sobre a polêmica com Jorge Jesus e explicou, nesta terça-feira (6), os motivos que o levaram a abandonar a concentração da seleção portuguesa. Em uma carta publicada cinco dias após deixar o grupo, o atacante afirmou que houve uma quebra de confiança por parte do treinador e revelou que havia um plano previamente combinado para sua utilização durante a Data Fifa.
Segundo Ronaldo, após a Copa do Mundo de 2026, ele chegou a considerar deixar a seleção, mas foi convencido pelo presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, a continuar. O jogador também afirmou que foi consultado sobre a escolha de Jorge Jesus para o comando da equipe e considerou que o treinador “seria a escolha certa”. Depois, de acordo com o atacante, Jesus apresentou um planejamento que previa sua participação no primeiro e no último jogo da sequência, enquanto ficaria fora dos compromissos contra Noruega e Dinamarca por questões de gestão física.
O ponto de ruptura aconteceu no jogo contra a Noruega. Ronaldo afirma que, apesar de o acordo inicial prever que não atuaria, Jorge Jesus perguntou se ele teria condições de jogar cerca de 30 minutos. O atacante respondeu que sim e iniciou o aquecimento no intervalo, mas não entrou em campo. Para Ronaldo, o episódio representou uma quebra do combinado. “Tinha-me falhado com a sua palavra”, escreveu. Dois dias depois, segundo o jogador, os dois conversaram com a presença de Simão Coutinho e combinaram uma explicação pública para o episódio, mas Ronaldo afirma que a promessa também não foi cumprida.
Apesar das críticas a Jorge Jesus, Ronaldo reconheceu que errou ao abandonar a concentração e pediu desculpas aos companheiros e aos torcedores. “A responsabilidade é exclusivamente minha”, afirmou, acrescentando que a Federação deve avaliar e punir sua atitude. O capitão também descartou uma aposentadoria imediata: disse que haverá tempo para jogos de despedida, mas que sua prioridade continua sendo competir. Caso esteja em boas condições físicas, atuando pelo clube e após cumprir eventual suspensão, garantiu que estará “disponível, como sempre estive até hoje, para competir e ganhar pela nossa Seleção”.
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