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Empresa que negocia compra da SAF do Vasco tem ligação com família de Leila Pereira

Almirante Participações, de Marcos Lamacchia, está à frente da negociação pela SAF vascaína e tem histórico societário ligado ao marido de Leila Pereira

Por Giovane PapaColunistaPublicado em 24/09/2026, 13:59Atualizado em 24/09/2026, 13:59

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Empresa que negocia compra da SAF do Vasco tem ligação com família de Leila Pereira

(Imagem: Reprodução/Canal Atenção Vascaínos)

A empresa que está à frente da negociação para assumir o controle da SAF do Vasco é a Almirante Participações e Empreendimentos S.A., comandada pelo empresário Marcos Lamacchia. A companhia foi criada em março de 2024 com o nome de Top Gol Participações e Empreendimentos e nasceu com o objetivo de investir em Sociedades Anônimas do Futebol. Segundo documentos obtidos pelo UOL, a empresa teve inicialmente participação indireta de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e era controlada majoritariamente por seu marido, José Roberto Lamacchia.

A participação de Leila, porém, durou pouco mais de um mês. Em abril de 2024, antes das negociações com o Vasco, ela deixou de ter participação na estrutura societária da empresa. José Roberto Lamacchia permaneceu no controle até agosto de 2025, quando transferiu a companhia para o filho, Marcos Lamacchia. No mês seguinte, a Top Gol passou a se chamar Almirante Participações. A empresa afirma que, quando as negociações com o Vasco começaram, a holding da família já não possuía participação na companhia e que Leila não tinha poder de gestão.

As conversas para a aquisição da SAF vascaína começaram antes da chegada de Marcos ao controle da empresa. Em maio de 2024, foi publicada a informação de que José Roberto Lamacchia havia tentado negociar a compra da SAF do Vasco junto à 777 Partners. Na época, as tratativas teriam sido interrompidas diante de um possível conflito de interesses envolvendo Leila Pereira e sua posição como presidente do Palmeiras. Posteriormente, já sob o comando de Marcos, as negociações avançaram.

A relação entre o grupo e o Vasco também envolve um empréstimo da Crefisa. Em outubro de 2025, a empresa emprestou cerca de R$ 80 milhões ao clube durante o processo de recuperação judicial, tendo ações da SAF como garantia. Caso a operação de venda para Lamacchia seja concluída, o valor será convertido em capital da nova SAF.

Atualmente, a Almirante aparece no processo judicial como stalking horse bidder, ou seja, a proposta-base para a venda dos 90% da SAF que pertencem ao Vasco. A oferta prevê investimentos no futebol e compromissos relacionados às dívidas do clube. Caso outro interessado apresente uma proposta superior, Marcos Lamacchia terá o direito de igualá-la. Ao mesmo tempo, a Anresf abriu um procedimento para analisar um possível conflito de interesses envolvendo a negociação e determinou, de forma cautelar, restrições nas relações comerciais entre Vasco, Palmeiras e Crefisa enquanto a análise estiver em andamento.

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