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Esportes

Tifanny Abreu cogita recorrer à Justiça para disputar a Superliga

Oposta do Osasco contesta nova política de elegibilidade da CBV e afirma que quer encerrar a carreira dentro das quadras; clube também avalia medidas jurídicas

Júlio César

Por Júlio CésarColunistaPublicado em 01/10/2026, 21:03Atualizado em 01/10/2026, 21:03

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Tifanny Abreu cogita recorrer à Justiça para disputar a Superliga

Foto: Beatriz Cesarini

Tifanny Abreu pode recorrer à Justiça para tentar disputar a Superliga 2026/27. Aos 41 anos, a oposta do Osasco participou nesta quinta-feira (1º) do lançamento da competição, em São Paulo, e falou sobre a incerteza envolvendo sua participação no torneio.

A situação da jogadora mudou após a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciar, em agosto, a adoção de novos critérios de elegibilidade para atletas da categoria feminina, alinhados à política do Comitê Olímpico Internacional (COI). Pelas novas regras, as competidoras precisam atender aos critérios estabelecidos pela entidade, incluindo a verificação genética relacionada ao gene SRY.

Primeira atleta trans a atuar na elite do vôlei brasileiro, Tifanny afirmou que pretende lutar para continuar em quadra e terminar sua trajetória profissional da maneira que considera adequada.

“Quero terminar a minha carreira de atleta com o pé direito, digna de uma aposentadoria”, afirmou a jogadora. Ela também disse que, caso não haja um acordo, poderá buscar a Justiça.

Tifanny defende o Osasco desde 2021 e disputa a Superliga desde 2017. Na temporada 2024/25, fez parte do elenco campeão da competição, além de conquistar o Campeonato Paulista e a Copa Brasil.

Osasco também avalia medidas jurídicas

O técnico Luizomar de Moura afirmou que o Osasco pretende buscar alternativas jurídicas para tentar contar com Tifanny na Superliga. Segundo ele, a decisão da CBV surpreendeu o clube, especialmente porque a atleta havia sido incluída no planejamento da temporada.

O clube busca uma solução que permita à jogadora concluir sua trajetória dentro das quadras. A CBV, porém, mantém a posição de seguir os critérios adotados pelo COI. O presidente da entidade, Radamés Lattari, afirmou durante o lançamento da Superliga que a confederação não pretende alterar a política.

Tifanny participa do lançamento mesmo sem garantia de jogar

Apesar da indefinição, Tifanny representou o Osasco no evento que marcou o lançamento da Superliga 2026/27. Emocionada, a atleta afirmou que recebeu apoio de pessoas ligadas ao vôlei e destacou a importância de sua trajetória.

A jogadora também declarou que deseja continuar sendo uma referência para atletas que acompanharam sua carreira.

A Superliga feminina começa em 17 de outubro. Até lá, o Osasco deverá avaliar, junto ao departamento jurídico, os caminhos possíveis para tentar garantir a presença de Tifanny na competição.

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