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Esportes

Jorge Jesus esteve perto de assumir a Seleção antes de CBF fechar com Ancelotti

Treinador português chegou a acertar bases de contrato com a CBF em dezembro de 2024, mas permanência no Al-Hilal adiou negociação e abriu caminho para Carlo Ancelotti

Por Giovane PapaColunistaPublicado em 01/10/2026, 13:16Atualizado em 01/10/2026, 13:16

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Jorge Jesus esteve perto de assumir a Seleção antes de CBF fechar com Ancelotti

(Imagem: Liselotte Sabroe/Ritzau Scanpix/AFP)

Jorge Jesus esteve muito perto de assumir o comando da Seleção Brasileira antes da contratação de Carlo Ancelotti. Segundo apuração do jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, a CBF iniciou as conversas com o português ainda em dezembro de 2024, quando Ednaldo Rodrigues já avaliava uma mudança no comando da equipe. Naquele momento, representantes da entidade se reuniram com Jesus em Lisboa e chegaram a acertar as bases salariais de um possível contrato.

O principal obstáculo foi a condição colocada pelo treinador. Então comandante do Al-Hilal, Jorge Jesus queria permanecer no clube até o fim da campanha na Champions League Asiática, competição que poderia se estender até maio. Com isso, a CBF decidiu manter Dorival Júnior no cargo e esperar uma definição. A situação mudou após a goleada por 4 a 1 sofrida pelo Brasil diante da Argentina, em março de 2025, resultado que provocou a demissão de Dorival.

Após a saída de Dorival, a CBF retomou os contatos com Jorge Jesus. O português continuava interessado no projeto, mas mantinha a condição de só deixar o Al-Hilal depois da Champions Asiática. Paralelamente, Carlo Ancelotti voltou a ganhar força nos bastidores. O italiano vivia uma temporada turbulenta no Real Madrid e passou a ser uma alternativa viável para a entidade. Em abril, a CBF enviou o empresário Diego Fernandes para avançar nas negociações com Ancelotti, enquanto ainda mantinha conversas com Jesus.

A situação política de Ednaldo Rodrigues também pesou no momento da decisão. O então presidente da CBF enfrentava uma batalha judicial que poderia tirá-lo do cargo, e o anúncio de Ancelotti acabou sendo antecipado para 12 de maio. Reportagens da época apontaram que a pressão judicial acelerou a divulgação do acordo, antes mesmo de o Real Madrid oficializar a saída do treinador. Três dias depois, em 15 de maio, Ednaldo foi afastado da presidência pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que determinou a intervenção na entidade e a convocação de novas eleições.

No fim, Ancelotti assumiu a Seleção, enquanto Jorge Jesus seguiu outro caminho. O português chegou a admitir posteriormente que se arrependeu de não ter aceitado o projeto brasileiro quando teve a oportunidade. Em julho de 2026, após a Copa do Mundo, Jesus realizou outro sonho: foi anunciado como técnico da seleção de Portugal, com contrato até o Mundial de 2030.

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