Justiça Desportiva veta liminar, e Tiffany perde condições de jogar na Superliga de Vôlei
A controvérsia começou após a CBV anunciar, em agosto, uma nova política de elegibilidade para a categoria feminina, que prevê a realização de testes genéticos para verificar a elegibilidade das atletas

A Justiça Desportiva decidiu, por unanimidade, impedir a participação de Tifanny Abreu em competições organizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei. Nesta sexta-feira (23), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro também suspendeu a liminar que autorizava a atleta a defender o Osasco na Superliga feminina.
Com as duas decisões, Tifanny fica, neste momento, sem condições de jogo. A defesa de Tifanny informou que vai pedir a reavaliação da decisão na Justiça comum.
A controvérsia começou após a CBV anunciar, em agosto, uma nova política de elegibilidade para a categoria feminina, alinhada aos critérios do Comitê Olímpico Internacional e da Federação Internacional de Voleibol. A regra prevê a realização de testes genéticos para verificar a elegibilidade das atletas.
Tifanny, de 41 anos, atua na elite do vôlei brasileiro desde 2017 e defende o Osasco. Uma liminar havia permitido sua participação na Supercopa e na estreia da Superliga, mas a autorização era provisória.
Em nota, a CBV “reafirma que cumpriu integralmente a decisão anterior enquanto ela esteve em vigor, e seguirá cumprindo todas as determinações do poder judiciário e da justiça desportiva. A entidade mantém seu compromisso com o respeito e a dignidade de todas as atletas, e reitera que sua Política de Elegibilidade é uma norma geral, aplicável igualmente a todas, alinhada aos critérios do Comitê Olímpico Internacional e da Federação Internacional de Voleibol”.
Crédito Imagem: Osasco/Reprodução Agência Brasil
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