Morre Dadá Figueiredo, um dos maiores ícones do surfe brasileiro, aos 61 anos
Pioneiro do surfe progressivo no Brasil, atleta marcou a década de 1980 com manobras inovadoras e personalidade irreverente; surfista estava internado com pneumonia.
Por Júlio CésarColunistaPublicado em 24/10/2026, 23:18Atualizado em 24/10/2026, 23:18

Foto: Reprodução/Instagram
O surfe brasileiro perdeu neste sábado (24 de outubro) um de seus personagens mais importantes. O ex-surfista Dadá Figueiredo morreu aos 61 anos, após complicações de uma pneumonia. O carioca estava internado e não resistiu, conforme informações divulgadas pelo ge.
Reconhecido como um dos pioneiros do surfe progressivo no país, Dadá ganhou destaque durante a década de 1980 por apresentar um estilo ousado, caracterizado por manobras radicais, movimentos inspirados no skate e uma abordagem inovadora dentro das ondas.
Sua maneira de surfar ajudou a transformar a modalidade no Brasil, influenciando gerações de atletas e contribuindo para a evolução técnica do esporte.
Além do talento nas ondas, Dadá também ficou conhecido por sua personalidade contestadora e pela forte ligação com a cultura punk. Foi baixista da banda Os Normais e criou as marcas Anti-Fashion e Necrose Social, que refletiam seu estilo alternativo.
Entre suas conquistas esportivas estão o título de campeão carioca de surfe, em 1989, e a vitória no torneio Sea Club Final Heat, disputado no mesmo ano, em Saquarema, no Rio de Janeiro. Em 1993, foi escolhido como o melhor freesurfer do Brasil pelos leitores de uma revista especializada.
Ao longo da vida, Dadá enfrentou dificuldades pessoais, mas conseguiu reconstruir sua trajetória e manter sua ligação com o esporte. Passou a trabalhar na fabricação de pranchas e no ensino do surfe, chegando a criar uma escolinha na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Sua história também ganhou as telas por meio do documentário Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo, que retrata sua trajetória dentro e fora das competições.
A Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj) lamentou a morte e destacou a importância do ex-atleta para a transformação do surfe brasileiro.
Pai de três filhos, entre eles o surfista Dávio Figueiredo, Dadá deixa um legado que vai além das conquistas esportivas. Sua criatividade, irreverência e contribuição para a evolução das manobras fizeram dele uma referência histórica da modalidade.
Com sua morte, o surfe brasileiro se despede de um dos nomes que ajudaram a revolucionar o esporte e inspiraram diferentes gerações de surfistas.
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