Palmeiras descarta ajuda do governo após MP que proíbe bets
Verdão entende que não precisa de financiamento federal e busca alternativas para preservar contrato de até R$ 170 milhões por ano com a Sportingbet
Por Giovane PapaColunistaPublicado em 28/09/2026, 16:25Atualizado em 28/09/2026, 16:25

(Imagem: Daniel Gimenes/SEP)
O Palmeiras não pretende recorrer à linha de crédito que está sendo discutida pelo Governo Federal para auxiliar clubes afetados pela Medida Provisória que proibiu as bets no Brasil. Segundo apuração do UOL, o clube entende que não precisa dos recursos do BNDES por manter as contas equilibradas. Em 2025, o Verdão registrou arrecadação recorde de R$ 1,783 bilhão e superávit acumulado de R$ 292,4 milhões.
Apesar de descartar o financiamento, o Palmeiras reconhece que uma eventual perda do patrocínio da Sportingbet teria impacto relevante nas receitas do clube. O contrato prevê R$ 100 milhões fixos por ano e pode chegar a R$ 170 milhões com o pagamento de bônus relacionados ao desempenho esportivo. A diretoria pretende se unir a outros clubes para buscar alternativas que permitam preservar o acordo e considera que o contrato segue válido enquanto não houver uma definição sobre a MP.
A Medida Provisória 1.394 foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última sexta-feira (25) e passou a ter força de lei imediatamente. O texto proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no território nacional. A MP, porém, ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional e pode ser aprovada, modificada ou rejeitada durante a tramitação.
O Palmeiras acompanha a discussão em Brasília e terá representantes do departamento jurídico nas conversas envolvendo clubes, federações e empresas do setor. A estratégia é buscar alternativas para os contratos que já estão em vigor, enquanto o clube aguarda uma definição sobre o futuro da medida. A proibição também estabelece prazos para a retirada de publicidade e patrocínios relacionados às bets.
Enquanto isso, o Governo Federal discute a criação de um programa de crédito de até R$ 20 bilhões para clubes e SAFs. A proposta prevê financiamentos de longo prazo, com prazo de até 20 anos e dois anos de carência, para que as equipes possam trocar dívidas mais caras por operações com condições melhores. Os recursos seriam destinados a débitos trabalhistas, direitos de imagem, impostos, empréstimos e investimentos nas categorias de base, e não poderiam ser utilizados para salários, contratações ou despesas rotineiras do futebol.
Dessa forma, o Palmeiras opta por não buscar o financiamento federal neste momento e concentra os esforços na manutenção de suas receitas comerciais. O principal ponto de atenção é justamente o contrato com a Sportingbet, que pode representar até R$ 170 milhões anuais para o clube caso sejam atingida
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