Paulo Buosi ganha força como principal nome para sucessão de Leila Pereira no Palmeiras
Atual 2º vice-presidente é apontado como candidato apoiado pela atual presidente e já discute com aliados os principais desafios de uma possível gestão a partir de 2027
Por Júlio CésarColunistaPublicado em 24/09/2026, 11:34Atualizado em 24/09/2026, 11:34

Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Paulo Buosi surge como o principal nome da situação para suceder Leila Pereira na presidência do Palmeiras a partir de 2027. Atual 2º vice-presidente do clube, Buosi é tratado como o nome de confiança da atual presidente para a sucessão.
Durante o jantar de aniversário do Palmeiras, Leila Pereira mencionou o dirigente e destacou sua experiência na estrutura de comando do clube. Buosi participa da gestão palmeirense desde a administração de Maurício Galiotte e acumulou conhecimento sobre diferentes áreas da instituição.
Futuro de Abel Ferreira será um dos desafios
Um dos principais assuntos que estarão na pauta de uma eventual gestão Buosi será a continuidade de Abel Ferreira. O treinador tem contrato com o Palmeiras até dezembro de 2027, sem multa rescisória prevista para nenhum dos lados.
Buosi e Abel mantêm uma boa relação, e o futuro da comissão técnica deverá ser discutido ao longo de 2027. Caso o treinador deixe o clube, a nova administração terá pela frente não apenas a escolha de um substituto, mas também a definição do modelo de trabalho para o período posterior à era Abel Ferreira.
João Paulo Sampaio é considerado peça importante
Outro nome considerado importante nos planos de Buosi é João Paulo Sampaio, coordenador das categorias de base do Palmeiras.
Os dois mantêm uma relação próxima e, segundo a apuração, existe um entendimento para que Sampaio permaneça no clube em uma eventual gestão de Buosi. A continuidade do dirigente seria considerada estratégica para preservar o trabalho de formação de jogadores e a integração das categorias de base com o futebol profissional.
Contratos comerciais entram no radar
Uma possível gestão Buosi também terá de administrar contratos comerciais importantes que estarão próximos do fim ou entrarão no radar durante o próximo ciclo.
Entre os acordos estão o da Leapmotor, com validade até março de 2028, e o da MotoChefe Brasil, também previsto até março de 2028. O contrato com a Embracon vai até julho de 2028.
Já o acordo com a Puma, fornecedora de material esportivo do Palmeiras, é válido para as temporadas de 2025 a 2028.
A manutenção e a renovação desses contratos estarão entre os temas relevantes da próxima administração, especialmente diante do peso das receitas comerciais no planejamento financeiro do clube.
Grupo de apoio já discute próximos passos
Antes mesmo da eleição, Buosi e um grupo de conselheiros palmeirenses passaram a estruturar um núcleo de apoio formado por empresários ligados ao clube.
O grupo tem discutido os primeiros passos de uma possível administração, antecipando desafios e elaborando estratégias para áreas consideradas prioritárias.
O movimento representa uma preparação antecipada para o processo eleitoral e para uma eventual transição de gestão. A ideia é chegar ao período eleitoral com um planejamento mais estruturado para os principais setores do Palmeiras.
A eleição presidencial de 2027 ainda terá outros movimentos e possíveis candidaturas, mas, neste momento, Buosi aparece como o principal nome ligado ao grupo que atualmente comanda o clube.
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