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Esportes

Reijnders admite escolha financeira ao trocar Manchester City pela Arábia Saudita

Holandês reconheceu que dinheiro pesou na ida para o Al-Qadsiah e afirmou que decisão pode garantir o futuro de sua família por gerações

Por Giovane PapaColunistaPublicado em 23/09/2026, 14:10Atualizado em 23/09/2026, 14:10

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Reijnders admite escolha financeira ao trocar Manchester City pela Arábia Saudita

(Imagem: Divulgação/Saudi Pro League)

Tijjani Reijnders não escondeu que o fator financeiro teve grande peso na decisão de deixar o Manchester City e se transferir para o Al-Qadsiah, da Arábia Saudita. Aos 28 anos, o holandês trocou o futebol inglês pelo clube saudita após apenas uma temporada no City. Segundo o jogador, a proposta pode garantir não apenas sua independência financeira após a aposentadoria, mas também o futuro das próximas gerações de sua família.

Em entrevista à imprensa holandesa, Reijnders afirmou que não pretende precisar trabalhar depois de encerrar a carreira e admitiu que a possibilidade de proporcionar segurança financeira aos filhos e netos foi determinante. O jogador também explicou que recebeu garantias de que poderia disputar a liga saudita em alto nível e, futuramente, retornar ao futebol europeu. O Al-Qadsiah pagou cerca de 61 milhões de euros ao Manchester City pela transferência.

A declaração de Reijnders lembra a decisão tomada pelo brasileiro Oscar em 2016. Aos 25 anos, o meia deixou o Chelsea para defender o Shanghai SIPG, da China, em uma negociação que girou em torno de 60 milhões de libras. Na época, Oscar também reconheceu a importância financeira da proposta, mas afirmou que a decisão não envolvia apenas dinheiro. O jogador citou a família, a possibilidade de ter mais minutos em campo e o projeto apresentado pelo clube chinês como fatores que influenciaram a mudança.

Oscar permaneceu oito anos na China e construiu uma trajetória marcante pelo Shanghai, conquistando títulos e se tornando um dos principais jogadores da história recente do clube. O caso de Reijnders acontece em um cenário diferente, mas representa um movimento semelhante: jogadores ainda em idade competitiva deixando grandes centros do futebol europeu diante de propostas financeiras muito superiores. As duas escolhas mostram como a segurança financeira e o planejamento familiar podem pesar na carreira de atletas mesmo quando eles ainda estão no auge de suas trajetórias.

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